Publicado no Diário da Justiça de 11/06/2008

 

Boletim 2008.000038 - 3 a. VARA FEDERAL:

  

             Lista de Advogados constantes nesse boletim:

ADELAIDE ELISABETH CARDOSO C. DE FRANÇA 0001632-52.2007.4.05.8500

ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE 0001964-53.2006.4.05.8500 0004784-84.2002.4.05.8500 0008499-03.2003.4.05.8500 0003388-72.2002.4.05.8500 0002010-42.2006.4.05.8500 0004147-70.2001.4.05.8500

AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE 0005014-53.2007.4.05.8500 0001799-79.2001.4.05.8500 0003167-16.2007.4.05.8500

AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INCRA 0000749-81.2002.4.05.8500

AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INSS 0001767-64.2007.4.05.8500

AIDA MASCARENHAS CAMPOS 0000325-39.2002.4.05.8500 0001485-89.2008.4.05.8500

ALDO CARDOSO COSTA 0001350-77.2008.4.05.8500

ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO 0002280-03.2005.4.05.8500 0002453-27.2005.4.05.8500 0001938-26.2004.4.05.8500

ANA CRISTINA CARLOS S. MENESES 0004330-65.2006.4.05.8500

ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA 0004089-91.2006.4.05.8500 0001072-91.1999.4.05.8500

ANA ELISA SOBRAL VILA NOVA DE CARVALHO VIEIRA 0003775-82.2005.4.05.8500

ANDRE LUIZ QUEIROZ STURARO 0003537-34.2003.4.05.8500

ANDREA LICIA OLIVEIRA TEODORO 0000749-81.2002.4.05.8500

ANNA PAULA SOUSA DA FONSECA SANTANA 0004150-25.2001.4.05.8500

ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA 0004587-27.2005.4.05.8500 0002289-62.2005.4.05.8500

ANTONIO MAURICIO TELES MACHADO 0005407-17.2003.4.05.8500

ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR 0002010-42.2006.4.05.8500 0001767-64.2007.4.05.8500

ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR 0001350-77.2008.4.05.8500 0001660-83.2008.4.05.8500

ARLINDO VENANCIO DOS SANTOS 0001072-91.1999.4.05.8500

BIANCO SOUZA MORELLI 0003923-93.2005.4.05.8500 0002239-65.2007.4.05.8500 0002823-31.1990.4.05.8500 0002192-91.2007.4.05.8500

BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS 0002280-03.2005.4.05.8500 0002453-27.2005.4.05.8500 0001938-26.2004.4.05.8500

CARLOS ALBERTO RODRIGUES 0004150-25.2001.4.05.8500 0001748-54.1990.4.05.8500

CASSIA SOBRAL DE MELO TELES 0005407-17.2003.4.05.8500

CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA 0005014-53.2007.4.05.8500 0000102-13.2007.4.05.8500

CICERO CORBAL GUERRA NETO 0003715-56.1998.4.05.8500

CLÁUDIA TELES DA PAIXÃO ARAÚJO 0000327-33.2007.4.05.8500

DANIEL FABRICIO COSTA JUNIOR 0001798-50.2008.4.05.8500

DEMOSTENES RAMOS DE MELO 0001412-30.2002.4.05.8500

DIEGO CARNEIRO TEIXEIRA 0001653-91.2008.4.05.8500

EDES SOARES DE OLIVEIRA 0004147-70.2001.4.05.8500

ELIDIO ZANETTE MARIANI 0001798-50.2008.4.05.8500

ELIZABETH ALVES COSTA NETO 0005463-55.2000.4.05.8500

ENEDINA COSTA CARDOSO 0005407-17.2003.4.05.8500

ENILDE SANTOS ALMEIDA 0005407-17.2003.4.05.8500

EVALDO FERNANDES CAMPOS 0000749-81.2002.4.05.8500

FABIO ROSA RODRIGUES 0008499-03.2003.4.05.8500

FERNANDA TEIXEIRA LEITE 0004187-42.2007.4.05.8500

FRANCISCO LUIS GADELHA SANTOS 0001653-91.2008.4.05.8500

GERALDO DE OLIVEIRA 0001412-30.2002.4.05.8500

GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO 0001798-50.2008.4.05.8500 0000853-63.2008.4.05.8500

GILMARA CALAÇA DIAS 0001660-83.2008.4.05.8500

GILSON LUIS SOUSA DE ARAUJO 0001629-68.2005.4.05.8500

GISELA B CAMPOS FERREIRA 0004629-08.2007.4.05.8500

GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN 0002280-03.2005.4.05.8500 0001938-26.2004.4.05.8500 0002453-27.2005.4.05.8500

HELDER FELIZOLA SOARES (UFS) 0000853-63.2008.4.05.8500

HELIO ROBERTO SILVEIRA PAES(FN) 0006498-65.1991.4.05.8500

HERMOSA MARIA SOARES FRANCA 0005407-17.2003.4.05.8500

ILTON MARQUES DE SOUZA 0004784-84.2002.4.05.8500

ISLA DE OLIVEIRA ALMEIDA 0000260-73.2004.4.05.8500

ISMAEL ALMEIDA SANTOS 0001798-50.2008.4.05.8500

IVAN DE ALMEIDA GOIS JUNIOR 0001798-50.2008.4.05.8500

JACSON FARIAS RODRIGUES 0005407-17.2003.4.05.8500

JAILTON VICENTE DOS SANTOS 0004380-09.1997.4.05.8500

JANE TEREZA VIEIRA DA FONSECA 0003715-56.1998.4.05.8500

JOAO DARIO DA ROCHA FILHO 0008499-03.2003.4.05.8500

JOAO GUILHERME CARVALHO 0004609-27.2001.4.05.8500

JOAO SANTANA FILHO 0001798-50.2008.4.05.8500 0005177-04.2005.4.05.8500 0004629-08.2007.4.05.8500

JOAQUIM DE CALASANS MELO FILHO 0006483-81.2000.4.05.8500

JOAQUIM GONCALVES NETO 0006498-65.1991.4.05.8500

JOICE ANGELI A. CAMPOS DOS SANTOS 0004330-65.2006.4.05.8500

JOSE ADILSON CRUZ 0004600-36.1999.4.05.8500

JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN) 0002024-26.2006.4.05.8500 0004609-27.2001.4.05.8500

JOSE AUGUSTO DOS SANTOS SOBRINHO 0004330-65.2006.4.05.8500

JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO 0002239-65.2007.4.05.8500 0002192-91.2007.4.05.8500

JOSE EDUARDO DORNELAS SOUZA 0000175-82.2007.4.05.8500

JOSE HUMBERTO CARVALHO S. JUNIOR 0000002-78.1995.4.05.8500

JOSE JEFERSON C. MACHADO 0004609-27.2001.4.05.8500

JOSE MELO SANTOS 0006076-36.2004.4.05.8500 0000260-73.2004.4.05.8500

JOSE RILTON TENORIO MOURA 0000175-82.2007.4.05.8500

JOSE SIMPLICIANO FONTES 0003715-56.1998.4.05.8500

JOSE VIVALDO DE MENEZES 0004147-70.2001.4.05.8500

LAERT NASCIMENTO ARAUJO 0000039-95.2001.4.05.8500 0001798-50.2008.4.05.8500

LAFAIETE REIS FRANCO 0001485-89.2008.4.05.8500

LEANDRO DOS SANTOS RODRIGUES CAMPOS 0000002-78.1995.4.05.8500

LEAO MAGNO BRASIL JUNIOR 0008499-03.2003.4.05.8500

LEÍZIO MACHADO DANTAS 0001798-50.2008.4.05.8500

LENORA VIANA DE ASSIS 0000710-74.2008.4.05.8500

LISES ALVES CAMPOS 0001485-89.2008.4.05.8500

LUCIANNE LEAL SANTOS 0001798-50.2008.4.05.8500

LUIS ANTONIO S. SILVA 0003167-16.2007.4.05.8500

LUIZ EDUARDO A DE FREITAS BRITTO 0002823-31.1990.4.05.8500

LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA 0001632-52.2007.4.05.8500 0004187-42.2007.4.05.8500 0001798-50.2008.4.05.8500

MARCEL COSTA FORTES 0001798-50.2008.4.05.8500

MARCELO HORA PASSOS 0001748-54.1990.4.05.8500 0000260-73.2004.4.05.8500

MARCIA MENEZES NASCIMENTO 0001412-30.2002.4.05.8500

MARCOS ANTONIO RIBEIRO SILVA GALDINO 0006076-36.2004.4.05.8500

MARCOS ROMERO DE MENEZES 0000039-95.2001.4.05.8500

MARIA ALVANDA DE FREITAS 0001798-50.2008.4.05.8500

MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS 0002289-62.2005.4.05.8500 0000325-39.2002.4.05.8500 0001209-63.2005.4.05.8500 0004587-27.2005.4.05.8500

MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA 0000567-95.2002.4.05.8500 0004330-65.2006.4.05.8500

MARIA LUCIMAR S. OLIVEIRA 0005407-17.2003.4.05.8500

MARIA LUIZA CARDOSO COELHO 0000002-78.1995.4.05.8500

MARTA ALMEIDA SANTOS 0001209-63.2005.4.05.8500

MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO 0001748-54.1990.4.05.8500 0001938-26.2004.4.05.8500 0000567-95.2002.4.05.8500 0002453-27.2005.4.05.8500

NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES 0001653-91.2008.4.05.8500

PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS 0006714-69.2004.4.05.8500 0000102-13.2007.4.05.8500 0005463-55.2000.4.05.8500

PAULO ANDRADE GOMES 0004380-09.1997.4.05.8500 0003715-56.1998.4.05.8500 0005177-04.2005.4.05.8500

PAULO MÁRCIO DE NÁPOLIS 0003775-82.2005.4.05.8500

PEDRO DIAS DE ARAUJO JUNIOR 0005407-17.2003.4.05.8500

PROCURADOR DA UFS 0001798-50.2008.4.05.8500

PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL EM SERGIPE - PGFN/SE 0001653-91.2008.4.05.8500

RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO 0001748-54.1990.4.05.8500

REGES COELHO CORREIA 0003923-93.2005.4.05.8500

RENATA DE OLIVEIRA CARVALHO 0003923-93.2005.4.05.8500

RICARDO MONTEIRO MOTA 0005177-04.2005.4.05.8500

RICARDO TAVARES DE MEDINA SANTOS 0003923-93.2005.4.05.8500

RODRIGO DE LIMA FILHO 0001799-79.2001.4.05.8500

RODRIGO OTÁVIO ACCETE BELINTANI 0001653-91.2008.4.05.8500

ROSANGELA OLIVEIRA SOUZA 0001964-53.2006.4.05.8500

SAMUEL SPONTAN DE CARVALHO 0005407-17.2003.4.05.8500

SEM ADVOGADO 0000710-74.2008.4.05.8500 0004587-27.2005.4.05.8500 0000749-81.2002.4.05.8500 0000327-33.2007.4.05.8500 0000325-39.2002.4.05.8500 0002289-62.2005.4.05.8500 0001660-83.2008.4.05.8500

SEM PROCURADOR 0000175-82.2007.4.05.8500 0001629-68.2005.4.05.8500

SIDNEY SILVA DE ALMEIDA 0001412-30.2002.4.05.8500

SILAS COUTINHO DE FARIAS ALVES 0003537-34.2003.4.05.8500

SILVIA HELENA PARABOLI M. MALUF 0004600-36.1999.4.05.8500

SONIA MARIA SANTOS 0001072-91.1999.4.05.8500

SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS 0002823-31.1990.4.05.8500 0006483-81.2000.4.05.8500

TEREZINHA FRANCISCA OLIVEIRA 0002024-26.2006.4.05.8500

THAIS MAIA DE BRITTO 0003388-72.2002.4.05.8500 0002010-42.2006.4.05.8500 0001767-64.2007.4.05.8500

THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES 0002010-42.2006.4.05.8500 0003388-72.2002.4.05.8500 0001767-64.2007.4.05.8500

VANIA MARIA PRADO N. SANTOS 0002289-62.2005.4.05.8500 0004587-27.2005.4.05.8500

VINICIUS SILVA PRADO 0006714-69.2004.4.05.8500

YÊDA MARIA DÉDA PEIXOTO TORRES 0004089-91.2006.4.05.8500

 

Juiz Federal EDMILSON DA SILVA PIMENTA

Diretor de Secretaria: Sirley Santana de Carvalho

   

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

   

0000853-63.2008.4.05.8500 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (Adv. GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO) x FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - FUFS (Adv. HELDER FELIZOLA SOARES (UFS))

1 - Desnecessária a produção de provas em audiência, eis que os fatos estão devidamente demonstrados nos autos e, no mais, a matéria é eminentemente de direito. 2 - Está encerrada a instrução do feito, motivo pelo qual anuncio o julgamento antecipado da lide. 3 - Voltem-me conclusos para prolação de sentença. Intimem-se.

   

0001798-50.2008.4.05.8500 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (Adv. GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO) x FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - FUFS (Adv. PROCURADOR DA UFS) x IGOR CAVALCANTI TENÓRIO BATISTA E OUTROS x SILVIO SOBRAL GARCEZ JUNIOR (Adv. LUCIANNE LEAL SANTOS, ELIDIO ZANETTE MARIANI, LEÍZIO MACHADO DANTAS) x RENATA DE JESUS COSTA (Adv. ISMAEL ALMEIDA SANTOS) x ISIS DE GOES TAVARES E OUTRO (Adv. MARCEL COSTA FORTES, JOAO SANTANA FILHO, DANIEL FABRICIO COSTA JUNIOR, LAERT NASCIMENTO ARAUJO, LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA) x WANDERSON DOS REIS SANTOS E OUTROS (Adv. MARIA ALVANDA DE FREITAS, IVAN DE ALMEIDA GOIS JUNIOR)

ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL.PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - UFS/SE. CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO - NÍVEL D. EXIGÊNCIA DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL DE 12 (DOZE) MESES. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE, DA PROPORCIONALIDADE, DA ISONOMIA, E DO LIVRE ACESSO AOS CARGOS PÚBLICOS. ART. 37, I E II DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRESENÇA DOS REQUISITOS QUE AUTORIZAM A CONCESSÃO DA TUTELA DE URGÊNCIA. TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA PARA QUE A RÉ SUSPENDA A REALIZAÇÃO DO CONCURSO, EXCLUA A EXIGÊNCIA DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL DE DOZE MESES E REABRA AS INSCRIÇÕES PELO PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS. Decisão: O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ingressa com AÇÃO CIVIL PÚBLICA em face da UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, com o fito de assegurar a participação de candidatos que não possuam experiência profissional de 12 (doze) meses no concurso público para provimento do cargo de Assistente em Administração - Nível D - daquela instituição, conforme Edital nº 13/2008. Assevera o Ministério Público Federal que "a partir de uma análise conjunta dos itens 6.2 e 14.1, do já citado Edital, constata-se que somente será investido no cargo de Assistente em Administração Nível "D" o candidato aprovado que, além de comprovar a conclusão do ensino médio, demonstrar possuir experiência profissional de 12 (doze) meses."1Concluindo daí que há ofensa aos princípios da proporcionalidade, da razoabilidade, da isonomia e da ampla acessibilidade aos cargos públicos, conforme disposto no artigo 37, incisos I e II, da Constituição Federal. Afirma o autor que as funções a serem desenvolvidas pelo ocupante do cargo em questão são de nível médio, de menor complexidade2, sendo inadequada tal exigência, posto que a sua efetivação não conduzirá, necessariamente, à seleção dos candidatos mais experientes para o exercício das tarefas atinentes ao cargo de Assistente de Administração, acrescentando que há vários mecanismos, mais eficientes e razoáveis, que poderão ser adotados pela Administração para avaliar a experiência ou inexperiência dos candidatos, lembrando, também, que igual controle pode ser feito para aqueles nomeados e empossados ao entrarem em exercício, posto que ficam sujeitos ao critérios de avaliação de desempenho para o cargo durante o período do estágio probatório. Evidencia o postulante que a falta de maiores elementos jurídicos para identificação do conceito de experiência profissional torna inviável a sua aplicação na prática, uma vez que se trata de um conceito eminentemente subjetivo, sobretudo porque não especifica qual a natureza da mencionada experiência, especialmente, se na área pública ou privada. Argumenta o requerente que o anexo X da Lei nº 11.233/2005, que exige a experiência de 12 meses como requisito indispensável à investidura no cargo em questão está tacitamente revogado por lei posterior que alterou a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho. Argui o Ministério Público Federal a ocorrência de periculum in mora, vez que já se encerrou o período das inscrições do concurso de que trata o cargo em questão - Edital nº 13/2008 - e a data de realização das provas é o dia 08.06.2008, além do que muitas pessoas não se inscreveram no certame em virtude da combatida exigência. Requer a concessão de antecipação de tutela, em caráter liminar, inaudita altera pars, nos termos do item 4.1 da exordial. Junta os documentos de fls. 19 usque 48. RELATADOS, DECIDO. Tendo em vista que o termo final das inscrições do concurso em exame já se esgotou, e diante da proximidade da realização das provas, marcadas para o dia 08.06.2008, não é razoável protelar decisão urgente e de grande alcance no âmbito da sociedade, para que se evite prejuízos àqueles que, efetivamente, aguardam o desfecho da lide, para procederem às suas inscrições no reportado concurso é sendo imperioso que se analise o pedido initio litis e inaudita altera pars. Ademais, se a decisão liminar for desfavorável à Universidade Federal de Sergipe, não haverá qualquer prejuízo, pois é reversível o provimento e, se favorável ao Ministério Público Federal, inexistirão prejuízos a recompor. Assim, passo ao exame do pedido antecipatório da tutela, em caráter liminar. A concessão da tutela antecipada requerida está condicionada aos pressupostos previstos no art. 273 do Código de Processo Civil que, se atendidos, impõe-se ao magistrado deferi-la, ou negá-la, se ausentes. A propósito do tema aventado na exordial, dispõe a Carta Magna que: "Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)". E, a Lei nº 8.112/90, que: "Art. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I - a nacionalidade brasileira; II - o gozo dos direitos políticos; III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V - a idade mínima de dezoito anos; VI - aptidão física e mental. § 1o. As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. A descrição sumária das atribuições do Cargo de Assistente de Administração consta do anexo V do Edital nº 13/2008, fls. 31, in verbis: "Dar suporte administrativo e técnico nas áreas de recursos humanos, administração, finanças e logística; atender usuários, fornecendo e recebendo informações; tratar de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necessário referente aos mesmos; preparar relatórios e planilhas; executar serviços áreas de escritório. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão" Percebe-se, pela leitura do texto acima transcrito, que a singeleza das tarefas a serem desempenhadas pelos ocupantes do cargo em discussão - Assistente de Administração da Universidade Federal de Sergipe - não justifica a exigência de experiência profissional prévia de 12 (doze) meses, como requisito para a investidura no cargo. A disposição editalícia impugnada restringe, injustificadamente, a participação de pessoas que não possuem experiência profissional, a exemplo dos jovens à procura de seu primeiro emprego, em ofensa aos princípios da razoabilidade, proporcionalidade, isonomia e do livre acesso aos cargos públicos. Registre-se, por oportuno, que, num país onde é patente a dificuldade em se conseguir um emprego, a exigência de experiência profissional prévia para desempenho de cargo de nível médio e de pouca complexidade ofende o princípio constitucional do amplo acesso aos cargos públicos, esposado no art. 37, I e II da Lei Suprema. Caracterizada, também, a ofensa ao princípio da igualdade ou isonomia, posto que a lei discrimina os potenciais candidatos ao certame público em debate, impedindo a inscrição daqueles que não têm a cogitada experiência profissional, ocasionando um tratamento desigual aos iguais, o que é vedado pela Carta Política. É irrazoável exigir a experiência profissional como condição para acesso ao cargo de Assistente de Administração, face à inadequação dos meios aos fins visados, que é o provimento de um cargo cujo exercício não exige maior qualificação ou experiência profissional ou funcional. A desproporção também é flagrante entre a exigência editalícia e a natureza da atividade a ser desempenhada pelos ocupantes do cargo de Assistente de Administração. Além de tudo isso, haverá considerável dificuldade, para a Administração mensurar a qualidade da experiência profissional exigida, pois submetida a critérios subjetivos, não cristalinos e, possivelmente, eivados de distorções. Acrescente-se, por oportuno, que a exigência de experiência profissional, prevista no art. 9º da Lei nº 11.091/2005, não obriga as Instituições de Ensino Superior Federais a exigirem tal requiisito nos concursos públicos, sendo requisito opcional para investidura em cargo do Plano de Carreira dos Cargos Técnico Administrativos em Educação. Essa exigência deve ser objeto de concursos para cargos cujas atribuições estejam revestidas de maior complexidade. Pertinente, ainda, considerar que a Lei nº 11.644/2008 alterou o art. 442-A da CLT para impedir que o empregador exija do candidato ao emprego experiência superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade para a qual se candidata ao emprego. No caso dos autos, está comprovada a verossimilhança das alegações para fins de concessão da tutela antecipada, uma vez que a Constituição Federal garante a acessibilidade, aos cargos públicos, aos brasileiros que preencham os requisitos previstos em lei e estabelece a proibição de qualquer tipo de discriminação. O perigo de dano irreparável ou de difícil reparação também é evidente, tendo em vista a proximidade da data para a realização das provas do concurso, agendado para o dia 08.06.2008. Posto isso, concedo a tutela antecipada requerida, liminarmente, para o fim de determinar à Universidade Federal de Sergipe que: a) exclua a exigência constante no Edital nº 13/2008, dirigida aos candidatos ao cargo de Assistente em Administração, para que comprovem, como requisito para a inscrição no certame e investidura no cargo, experiência profissional de 12 (doze) meses; b) após, eliminada a exigência referida no item anterior, com a publicação de edital retificador, reabra as inscrições no concurso público aberto por meio do Edital UFS nº 13/2008 para o cargo de Assistente em Administração, pelo prazo de 15 (quinze) dias, suspendendo-se, em relação a esse cargo, o concurso previsto para o próximo dia 8 do corrente mês; Determino, ainda, à ré, a divulgação desta decisão, de maneira ampla e célere, nos veículos de comunicação social do Estado de Sergipe, bem assim no site da Universidade Federal de Sergipe, para conhecimento de todos os candidatos inscritos no certame e dos potenciais candidatos que possam dela beneficiar-se. A imposição de sanção pecuniária somente se justifica na hipótese de descumprimento desta decisão, quando, se for o caso serão apuradas as devidas responsabilidades. Intime-se, com urgência, a ré para cumprir esta decisão, por mandado, citando-a, em seguida, para oferecer resposta no prazo legal. Vista ao MPF. Aracaju, 06 de junho de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta 1 Fls.7. 2 Descrição Sumária do Cargo, constante do anexo V do Edital n º 13/2008, fls. 31: "Dar suporte administrativo e técnico nas áreas de recursos humanos, administração, finanças e logística; atender usuários, fornecendo e recebendo informações; tratar de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necessário referente aos mesmo; preparar relatórios e planilhas; executar serviços áreas de escritório. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. ?? ?? ?? ?? Processo nº 2008.85.00.001798-2 PODER JUDICIÁRIO - JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe Fórum Ministro Geraldo Sobral

   

AÇÃO DE IMISSÃO NA POSSE

   

0000325-39.2002.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. AIDA MASCARENHAS CAMPOS, MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS) x ESPÓLIO DE MOZART BRANDAO SANTANA E OUTRO (Adv. SEM ADVOGADO) x MARTA CRUZ (Adv. SEM ADVOGADO)

Em face da certidão de fl. 43, vista ao credor. 22 de abril de 2008. Márcia Rosilda Carvalho Barreto Técnico Judiciário (Com fulcro no item 19, do artigo 3º. do Provimento nº 2, de 30 de novembro de 2000, do TRF-5ª. Região) ?? ?? ?? ??

   

AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE

   

0000710-74.2008.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. LENORA VIANA DE ASSIS) x MARTA PIERRANGELA LOUREIRO (Adv. SEM ADVOGADO)

Face à petição de fls. 23, cancelo a audiência designada às fls. 23. Após, voltem-me conclusos.

   

0001485-89.2008.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. AIDA MASCARENHAS CAMPOS, LISES ALVES CAMPOS) x ADEMIRTON BARBOSA DE CERQUEIRA (Adv. LAFAIETE REIS FRANCO)

Em face da certidão de fl. 28, designo nova data para a audiência de conciliação: dia 26/08/2008, às 15h45min. Intimem-se.

   

AÇÃO DE USUCAPIÃO

   

0003167-16.2007.4.05.8500 ROBERTO RODRIGUES (Adv. LUIS ANTONIO S. SILVA) x UNIÃO FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2007.85.00.003167-6 - Classe 05019 - 3ª Vara Ação: Usucapião Partes: Reqte: ROBERTO RODRIGUES Rqdo: União Federal CIVIL. PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. USUCAPIÃO. TERRENO DE MARINHA. ALTERAÇÃO DO PEDIDO. USUCAPIÃO DO DOMÍNIO ÚTIL REFERENTE AO BEM PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. ART. 264 DO CPC. LIMITES DA LIDE (ART. 460 DO CPC) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 1 - Sendo o bem pretendido terreno de marinha, logo, insuscetível de usucapião, é de se considerar a impossibilidade jurídica do pedido. 2 - Caracterizada, pois, a ausência de uma das condições da ação, deve-se extinguir o processo sem julgamento do mérito. S E N T E N Ç A: Vistos, etc. ROBERTO RODRIGUES, qualificado na exordial e por seu Patrono, propõe perante a Justiça Estadual, AÇÃO DE USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO, alegando que é legítimo possuidor, há mais de 15 (quinze) anos, de um imóvel residencial urbano localizado na Rua José de Melo, n.º110, Jardim Centenário, nesta cidade. Pede a procedência do pedido, com o reconhecimento do seu direito sobre o imóvel mencionado. Junta documentos de fls. 05/09. Realizadas as citações pessoais e editalícia aos possíveis interessados, e intimadas as Fazendas Públicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a União Federal o seu interesse, alegando que o imóvel objeto do presente feito é conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos à Justiça Federal, fls. 98/101. A Fazenda Pública Municipal, à fl. 65/67, manifesta o seu desinteresse no presente feito. À fl. 102, o MM. Juiz de Direito declina da competência para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos à Justiça Federal. À fl. 108, foi acolhidos validamente todos os atos até então praticados, determinando a ciência às partes da chegada dos autos a este juízo bem como a abertura de vista ao MPF. A União Federal, à fl.111 consigna seu conhecimento a respeito do deslocamento do feito. O Ministério Público Federal, às fls. 113/114, diz que o imóvel usucapiendo é bem pertencente da União, portanto, imprescritível, opinando desta forma, pela extinção do processo, sem julgamento do mérito, por impossibilidade jurídica do pedido, haja vista tratar-se de área relativa à terreno de marinha. Vieram-me os autos conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. DECIDO. A doutrina pátria consagrou a tese de que o usucapião é modo originário de adquirir propriedade como resultante da posse mansa e pacífica ao longo do tempo. Dessa forma, adquire a propriedade aquele que, por prolongado lapso temporal possui um imóvel com animus domini, sem interrupção ou oposição de qualquer pessoa. Entretanto, os bens públicos, em face da natureza da titularidade da propriedade e sua destinação, sujeitam-se a uma disciplina especial, estando norteados por princípios específicos, quais sejam: a imprescritibilidade, a impenhorabilidade, a inalienabilidade e a impossibilidade de oneração. A Constituição Federal, em seu art. 20, VII, dispõe que são bens da União, dentre outros, os terrenos de marinha e seus acrescidos. Destarte, assim como todos os bens públicos, não podem ser objetos de usucapião, conforme proibição contida nos parágrafos 3º e único dos artigos 183 e 191, respectivamente, da Carta Magna: "Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião." Na hipótese dos autos, vislumbra-se que o imóvel cujo usucapião se pretende é constituído tão somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado à fl. 100, logo, bem da União, e insuscetível, portanto, da aludida prescrição aquisitiva. Examinando a pretensão nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente impossível de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jurídico-constitucional veda, terminantemente, a aquisição de imóveis urbanos ou rurais pertencentes à União, através do instituto do usucapião. Incide, na hipótese, causa de extinção do processo, sem julgamento do mérito, por não concorrer uma das condições da ação, qual seja, a possibilidade jurídica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, após a baixa na Distribuição. Condeno o autor ao pagamento de honorários advocatícios o qual fixo em R$ 100,00(cem) reais. P.R.I. Aracaju, 25 de Março de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo nº 2007.85.00.003167-6 Classe 05019 - 3ª Vara SENT. TIPO A - Classificação conforme Resolução nº 535, de 18/12/06.8/8/ - 3 - Processo nº 2004.85.00.000081-2 - Classe 05019 - 3ª Vara

   

0003775-82.2005.4.05.8500 ROSÂNGELA FREITAS SANTOS (Adv. PAULO MÁRCIO DE NÁPOLIS) x UNIÃO FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL VILA NOVA DE CARVALHO VIEIRA)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2005.85.00.003775-0 - Classe 05019 - 3ª Vara Ação: Usucapião Partes: Reqte: ROSÂNGELA FREITAS SANTOS Rqdo: União Federal CIVIL. PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. USUCAPIÃO. TERRENO DE MARINHA. ALTERAÇÃO DO PEDIDO. USUCAPIÃO DO DOMÍNIO ÚTIL REFERENTE AO BEM PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. ART. 264 DO CPC. LIMITES DA LIDE (ART. 460 DO CPC) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 1 - Sendo o bem pretendido terreno de marinha, logo, insuscetível de usucapião, é de se considerar a impossibilidade jurídica do pedido. 2 - Caracterizada, pois, a ausência de uma das condições da ação, deve-se extinguir o processo sem julgamento do mérito. S E N T E N Ç A: Vistos, etc. ROSÂNGELA FREITAS SANTOS, qualificada na exordial e por seu patrono, propõe perante a Justiça Estadual, AÇÃO DE USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO, alegando que é legítima possuidora, há mais de 18 (dezoito) anos, de um imóvel residencial urbano localizado na avenida José Oliveira Guedes, n.º 369, bairro Bugio, nesta cidade. Pede a procedência do pedido, com o reconhecimento do seu direito sobre o imóvel mencionado. Junta documentos de fls. 11/24. Realizadas as citações pessoais e editalícia aos possíveis interessados, e intimadas as Fazendas Públicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a União Federal o seu interesse, alegando que o imóvel objeto do presente feito é conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos à Justiça Federal, fls. 42/44. A Fazenda Pública Estadual, à fl. 41, manifesta o seu desinteresse no presente feito. À fl. 45, a MM. Juíza de Direito declina da competência para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos à Justiça Federal. À fl. 48, foram acolhidos validamente todos os atos até então praticados, deferido o benefício da Justiça Gratuita à parte autora e determinada a ciência às partes da chegada dos autos a este juízo bem como a abertura de vista ao MPF. Às fls. 53/58, a Fazenda Pública Municipal manifesta o seu desinteresse no presente feito. A União Federal, às fls.61/64 consigna seu conhecimento a respeito do deslocamento do feito para este Juízo, requerendo o julgamento da lide nos moldes do artigo 267 -inciso VI, do CPC. O Ministério Público Federal, à fl. 66 consigna estar ciente da decisão . Vieram-me os autos conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. DECIDO. A doutrina pátria consagrou a tese de que o usucapião é modo originário de adquirir propriedade como resultante da posse mansa e pacífica ao longo do tempo. Dessa forma, adquire a propriedade aquele que, por prolongado lapso temporal possui um imóvel com animus domini, sem interrupção ou oposição de qualquer pessoa. Entretanto, os bens públicos, em face da natureza da titularidade da propriedade e sua destinação, sujeitam-se a uma disciplina especial, estando norteados por princípios específicos, quais sejam: a imprescritibilidade, a impenhorabilidade, a inalienabilidade e a impossibilidade de oneração. A Constituição Federal, em seu art. 20, VII, dispõe que são bens da União, dentre outros, os terrenos de marinha e seus acrescidos. Destarte, assim como todos os bens públicos, não podem ser objetos de usucapião, conforme proibição contida nos parágrafos 3º e único dos artigos 183 e 191, respectivamente, da Carta Magna: "Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião." Na hipótese dos autos, vislumbra-se que o imóvel cujo usucapião se pretende é constituído tão somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado à fl. 44, logo, bem da União, e insuscetível, portanto, da aludida prescrição aquisitiva. Examinando a pretensão nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente impossível de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jurídico-constitucional veda, terminantemente, a aquisição de imóveis urbanos ou rurais pertencentes à União, através do instituto do usucapião. Incide, na hipótese, causa de extinção do processo, sem julgamento do mérito, por não concorrer uma das condições da ação, qual seja, a possibilidade jurídica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, após a baixa na Distribuição. Deixo de condenar em honorários advocatícios e custas processuais, em face da concessão do Benefício da Justiça Gratuita à postulante. P.R.I. Aracaju, 09 de Abril de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo nº 2005.85.00.003775-0 Classe 05019 - 3ª Vara SENT. TIPO B - Classificação conforme Resolução nº 535, de 18/12/06.8/8/ - 1 - Processo nº 2004.85.00.000081-2 - Classe 05019 - 3ª Vara

   

0004089-91.2006.4.05.8500 MARIA DE DEUS LIMA (Adv. YÊDA MARIA DÉDA PEIXOTO TORRES) x UNIÃO FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2006.85.00.004089-2 - Classe 05019 - 3ª Vara Ação: Usucapião Partes: Reqte: Maria de Deus Lima Rqdo: União Federal CIVIL. PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. USUCAPIÃO. TERRENO DE MARINHA. ALTERAÇÃO DO PEDIDO. USUCAPIÃO DO DOMÍNIO ÚTIL REFERENTE AO BEM PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. ART. 264 DO CPC. LIMITES DA LIDE (ART. 460 DO CPC) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 1 - Sendo o bem pretendido terreno de marinha, logo, insuscetível de usucapião, é de se considerar a impossibilidade jurídica do pedido. 2 - Caracterizada, pois, a ausência de uma das condições da ação, deve-se extinguir o processo sem julgamento do mérito. S E N T E N Ç A: Vistos, etc. MARIA DE DEUS LIMA, qualificada na exordial e por seu Defensor Público, propõe perante a Justiça Estadual, AÇÃO DE USUCAPIÃO ESPECIAL, alegando que é legítima possuidora, há 08 (oito) anos, de um imóvel residencial urbano localizado na Rua 6, n.º115, Bairro Lamarão , nesta cidade. Pede a procedência do pedido, com o reconhecimento do seu direito sobre o imóvel mencionado. Junta documentos de fls. 08/23. Realizadas as citações pessoais e editalícia aos possíveis interessados, e intimadas as Fazendas Públicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a União Federal o seu interesse, alegando que o imóvel objeto do presente feito é conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos à Justiça Federal, fls. 43/45. A Fazenda Pública Estadual, à fl. 36, manifesta o seu desinteresse no presente feito. À fl. 47, o MM. Juiz de Direito declina da competência para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos à Justiça Federal. À fl. 49, foi acolhidos validamente todos os atos até então praticados, determinando a ciência às partes da chegada dos autos a este juízo bem como a abertura de vista ao MPF. A União Federal, em manifestação de fls.52, reitera os argumentos da petição de fls.43/45. O Ministério Público Federal, às fls. 54/56, diz que o imóvel usucapiendo é bem pertencente da União, portanto, imprescritível, opinando desta forma, pela extinção do processo, sem julgamento do mérito, por impossibilidade jurídica do pedido, haja vista tratar-se de área relativa à terreno de marinha. Vieram-me os autos conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. DECIDO. A doutrina pátria consagrou a tese de que o usucapião é modo originário de adquirir propriedade como resultante da posse mansa e pacífica ao longo do tempo. Dessa forma, adquire a propriedade aquele que, por prolongado lapso temporal possui um imóvel com animus domini, sem interrupção ou oposição de qualquer pessoa. Entretanto, os bens públicos, em face da natureza da titularidade da propriedade e sua destinação, sujeitam-se a uma disciplina especial, estando norteados por princípios específicos, quais sejam: a imprescritibilidade, a impenhorabilidade, a inalienabilidade e a impossibilidade de oneração. A Constituição Federal, em seu art. 20, VII, dispõe que são bens da União, dentre outros, os terrenos de marinha e seus acrescidos. Destarte, assim como todos os bens públicos, não podem ser objetos de usucapião, conforme proibição contida nos parágrafos 3º e único dos artigos 183 e 191, respectivamente, da Carta Magna: "Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião." Na hipótese dos autos, vislumbra-se que o imóvel cujo usucapião se pretende é constituído tão somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado à fl. 45, logo, bem da União, e insuscetível, portanto, da aludida prescrição aquisitiva. Examinando a pretensão nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente impossível de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jurídico-constitucional veda, terminantemente, a aquisição de imóveis urbanos ou rurais pertencentes à União, através do instituto do usucapião. Incide, na hipótese, causa de extinção do processo, sem julgamento do mérito, por não concorrer uma das condições da ação, qual seja, a possibilidade jurídica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, após a baixa na Distribuição. Deixo de condenar em honorários advocatícios e custas processuais, em face da concessão do Benefício da Justiça Gratuita aos postulantes. P.R.I. Aracaju, 25 de Março de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo nº 2006.85.00.004089-2 Classe 05019 - 3ª Vara SENT. TIPO A - Classificação conforme Resolução nº 535, de 18/12/06.8/8/ - 1 - Processo nº 2004.85.00.000081-2 - Classe 05019 - 3ª Vara

   

0004380-09.1997.4.05.8500 JOAO BATISTA DOS SANTOS (Adv. JAILTON VICENTE DOS SANTOS) x UNIÃO FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo n.º 97.0004380-0- 3ª Vara Classe: 5019 - Ação Ordinária Partes: Autor: JOÃO BATISTA DOS SANTOS Réu: UNIÃO FEDERAL PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SENTENÇA: Vistos etc. A UNIÃO FEDERAL promoveu Execução da Sentença em face de JOÃO BATISTA DOS SANTOS, visando ao pagamento da importância correspondente aos honorários advocatícios de sucumbência. À fl. 96, consta o comprovante de pagamento efetuado pela parte sucumbente. A União Federal, à fl.115, consigna seu conhecimento acerca do pagamento e requer o arquivamento dos autos. À fl. 110, consta ofício da CEF informando a conversão do depósito de fl. 96 em favor da União, conforme determinação contida no despacho de fl. 106. POSTO ISSO, satisfeita a obrigação, como demonstrado no comprovante de fls. 96 e 110, DECLARO, por sentença, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do Código de Processo Civil. Transitada a sentença em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribuição. P.R.I. Aracaju, 14 de Abril de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta 2 2 Processo nº 97.0004380-0- Classe 1000 - 3ª Vara

   

AÇÃO MONITÓRIA

   

0001209-63.2005.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS) x MARIA DO CARMO MONTEIRO COSTA (Adv. MARTA ALMEIDA SANTOS)

AÇÃO MONITÓRIA PROCESSO: 2005.85.00.001209-0 REQUERENTE: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF REQUERIDO: MARIA DO CARMO MONTEIRO COSTA ATO ORDINATÓRIO (PROVIMENTO N°. 02/2000 - CR - TRF - 5ª REGIÃO) Vista à CEF, acerca da certidão de fl. 44. Aracaju, 06 de maio de 2008. Tereza Maria Moreira Analista Judiciário

   

AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO)

   

0000039-95.2001.4.05.8500 ELSON FEITOSA DOS SANTOS (Adv. MARCOS ROMERO DE MENEZES) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. LAERT NASCIMENTO ARAUJO)

Sentença Tipo "B". Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2001.85.00.000039-2 3ª Vara Classe: 1000 Partes: Autor: ELSON FEITOSA DOS SANTOS Réu: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF E OUTRO PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SENTENÇA: Vistos etc. A CEF informa que creditou os valores relativos à condenação fixada na sentença, em conta de FGTS de ELSON FEITOSA DOS SANTOS, vinculada a este processo e à disposição do Juízo, fls.145, bem como o valor relativo a honorários advocatício fls.150.. Requer a intimação do exeqüente para que se manifeste sobre os cálculos e o crédito realizado, declarando-se solvida a obrigação. Intimada, a parte autora não apresentou manifestação, fls.155. POSTO ISSO, satisfeita a obrigação, como demonstrado nos documentos de fls. 145/150 e, ante a concordância tácita do exeqüente, fl. 155, DECLARO, por sentença, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do Código de Processo Civil. Caso preencha os requisitos exigidos pela Lei nº 8.036/90, para o saque do valor depositado, deve o exequente dirigir-se à CEF, para as providências administrativas pertinentes. Expeça-se alvará judicial em favor do ilustre causidico(ª) da parte autora, de modo a possibiliotar o saque da importância depósitada pela CEF referente a seus honorários advocatícios de fl.150 Autentique-se a cópia da sentença a ser fornecida à parte autora. Sem custas, em face da natureza da demanda. Transitada em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribuição. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Aracaju, 28 de Abril de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta 2

   

0001964-53.2006.4.05.8500 ANDRELINA SANTOS DA SILVA (Adv. ROSANGELA OLIVEIRA SOUZA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)

Processo nº 2006.85.00.1964-7 Classe: 01000 - AÇÃO ORDINÁRIA Autor: ANDRELINA SANTOS DA SILVA Réu: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. ESPOSA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA PRESUMIDA. DATA DE DEMISSÃO DO ÚLTIMO VÍNCULO EMPREGATÍCIO DO FALECIDO: 29/08/1995. ÓBITO OCORRIDO EM 24/08/2005. PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO. ALCOÓLATRA. DOENÇA INCAPACITANTE. DESCONHECIMENTO DO INÍCIO DA DOENÇA. AUSÊNCIA DE PROVAS. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. SENTENÇA ANDRELINA SANTOS DA SILVA, já devidamente qualificada nos autos, representada por patrono judicial oportunamente habilitado, move contra o INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL a presente AÇÃO ORDINÁRIA, objetivando a consecução de amparo jurisdicional garantidor do direito à concessão do benefício de pensão por morte decorrente do falecimento de seu esposo, com o pagamento das prestações vencidas e vincendas, acrescidos de juros e correção monetária. Alega a requerente que era casada com o Sr. José Heribaldo Alves da Silva e, após o seu passamento, requereu o benefício da pensão por morte, o qual foi indeferido sob a escusa da perda da qualidade de segurado do falecido, conforme documento juntado na fl. 18 dos autos. Acrescenta que após o último vínculo empregatício do de cujus, este passou a trabalhar informalmente, mas que, devido ao uso contumaz de bebida alcoólica, deixou de trabalhar e conseqüentemente de contribuir para a Previdência Social. Junta procuração e documentos (fls. 14/37). Tutela antecipada indeferida (fls. 38/39). A autarquia previdenciária oferta peça defensória (fls. 42/44), requerendo a improcedência do pleito, por não ter restado comprovado o requisito da dependência econômica. A autora apresenta réplica (fls. 48/55), retorquindo os argumentos do INSS no sentido de não se fazer necessária a prova de dependência econômica no caso dos autos, já que a autora era casada com o falecido. Acrescenta que, embora tenha perdido a qualidade de segurado, contribuiu por 156 (cento e cinqüenta e seis) meses e se encontrava acometido de doença crônica que o impedia de exercer atividades laborativas. Audiência de instrução realizada (fls. 77/80). Sem requerimentos adicionais, vieram-me os autos conclusos para sentença. Esse, o panorama dos autos. Passo a decidir. A pensão por morte, segundo a definição de Daniel Machado da Rocha e José Paulo Baltazar Júnior1, é um "benefício pago aos dependentes em virtude do falecimento do segurado; é devida ao conjunto de dependentes do segurado falecido - a chamada família previdenciária - no exercício de sua atividade ou não, ou, ainda, quando ele já se encontrava em percepção de aposentadoria". No bojo da Lei 8.213/91, encontramos tal benefício mencionado nos seguintes termos: "Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, a contar da data: I - do óbito, quando requerida até trinta dias depois deste; II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; III - da decisão judicial, no caso de morte presumida." A concessão deste benefício sujeita-se ao preenchimento de alguns requisitos no caso prático. Quanto à carência, ocioso fazer referência com o benefício em tela, porquanto este é um dos poucos benefícios que não reclama o atendimento de carência prévia, justamente porque visa esta ajuda pecuniária apaziguar toda a penúria trazida pela fatalidade. O objetivo é ser um benefício mais célere que os demais, por conta do estado de fragilidade em que os dependentes, que serão os potenciais beneficiários, encontram-se. Em princípio, no que concerne a especificação de dependentes, o art. 16, caput, inciso I I, e §4º daquela mesma lei vem a lume, trazendo a relação daqueles que podem figurar como tais, dando, pois, o norte para a cessão do benefício àqueles que são seus merecedores, nos seguintes lindes: "Art. 16 São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na Condição de dependentes do segurado: I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido (...) §4º- A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada." Como se depreende do comando normativo acima, por se tratar a autora de esposa do falecido, não há que se perquirir acerca da dependência econômica, pois é presumida. Ocorre que, para que os dependentes possam fazer jus ao benefício, faz-se necessário que o falecido não tenha perdido a qualidade de segurado. Assim dispõe o art. 15 da Lei nº 8.213/91: Art. 15. Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições: I - sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício; II - até 12 (doze) meses após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração; III - até 12 (doze) meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória; IV - até 12 (doze) meses após o livramento, o segurado retido ou recluso; V - até 3 (três) meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar; VI - até 6 (seis) meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. § 1º O prazo do inciso II será prorrogado para até 24 (vinte e quatro) meses se o segurado já tiver pago mais de 120 (cento e vinte) contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado. § 2º Os prazos do inciso II ou do § 1º serão acrescidos de 12 (doze) meses para o segurado desempregado, desde que comprovada essa situação pelo registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. § 3º Durante os prazos deste artigo, o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social. § 4º A perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do término do prazo fixado no Plano de Custeio da Seguridade Social para recolhimento da contribuição referente ao mês imediatamente posterior ao do final dos prazos fixados neste artigo e seus parágrafos.(grifei) Voltando ao caso concreto e conforme documentação juntada aos autos referente aos vínculos empregatícios do falecido, percebo que a última relação de emprego se deu em 29/08/1995, isto é, quase 10(dez) anos antes do seu passamento, o que acarreta, segundo o inciso II, do artigo acima, a perda da qualidade de segurado. Por outro lado, somando todo o tempo de serviço, perfaz-se 7(sete) anos, 8(oito) meses e 28(vinte e oito) dias, ou seja, 93(noventa e três) contribuições recolhidas para a Previdência Social. Mesmo que a situação fática, que ora se discute, se encaixasse nos §§ 1º e 2º do artigo supratranscrito, o que não é o caso, ainda assim não mais gozaria de tal qualidade. O art. 102 da lei multirreferenciada diz: Art. 102. A perda da qualidade de segurado importa em caducidade dos direitos inerentes a essa qualidade. § 1º A perda da qualidade de segurado não prejudica o direito à aposentadoria para cuja concessão tenham sido preenchidos todos os requisitos, segundo a legislação em vigor à época em que estes requisitos foram atendidos. § 2º Não será concedida pensão por morte aos dependentes do segurado que falecer após a perda desta qualidade, nos termos do art. 15 desta Lei, salvo se preenchidos os requisitos para obtenção da aposentadoria na forma do parágrafo anterior A jurisprudência é firme no sentido de que não perde a qualidade de segurado aquele que deixa de contribuir em razão de estar incapacitado para o trabalho, isso porque a incapacidade é contingência com cobertura previdenciária. Logo, se tinha direito a cobertura previdenciária no período, não pode perder a qualidade de segurado enquanto estiver incapacitado para o trabalho. É bem verdade que a morte do Sr. José Heribaldo ocorreu por se tratar de pessoa alcoólatra, consoante atesta a certidão de óbito na fl. 31. Mas, faz-se imperioso verificar se a incapacidade para o trabalho se instalou durante o período de 12 (doze) meses posteriores à cessação de suas atividades. Não há nos autos nenhum documento que noticie tivesse a doença ou a incapacidade se iniciado no período de graça. Os depoimentos testemunhais, por sua vez, também não foram elucidativos nesse sentido, não sendo suficiente para afirmar que a qualidade de segurado restou mantida. De outra banda, na época em que perdeu a qualidade de segurado também não detinha quaisquer dos requisitos necessários para a sua aposentação, seja por idade ou por tempo de contribuição. Como se vê, o caso em tela amolda-se ao § 2º do artigo acima transcrito, não merecendo respaldo a pretensão autoral. Diante do exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido deduzido na inicial, com fulcro no art.269, I, do Código de Processo Civil. Deixo de condenar a autora ao pagamento de honorários advocatícios e custas processuais por ser beneficiária da justiça gratuita. Registre-se. Publique-se. Intimem-se. Aracaju, 27 de março de 2008. EDMILSON DA SILVA PIMENTA Juiz Federal 1 Comentários à lei de benefícios da previdência social. 2.ed. ver. Atual.- Porto Alegre: Livraria do Advogado: Esmafe, 2002. p.326. ?? ?? ?? ?? 6 2006.85.00.1964-7(IRF) Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe __________________________________________________________________________________________________

   

0002280-03.2005.4.05.8500 PEDRO ROLEMBERG FARIAS (Adv. BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS, GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN) x UNIAO FEDERAL(FAZENDA PUBLICA) (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)

PROCESSO Nº: 2005.85.00.002280-0 CLASSE: 1000 - AÇÕES ORDINÁRIAS AUTOR(A): PEDRO ROLEMBERG FARIAS RÉU: UNIÃO FEDERAL CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. REGIME DE TURNO ININTERRUPTO DE TRABALHO. INDENIZAÇÃO POR HORA TRABALHADA. VERBA DE NATUREZA INDENIZATÓRIA. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. SENTENÇA PEDRO ROLEMBERG FARIAS, já devidamente qualificado nos autos, intenta a presente AÇÃO ORDINÁRIA em face da UNIÃO FEDERAL, objetivando provimento jurisdicional que declare que a Indenização de Horas Trabalhadas (IHT) não se sujeita à incidência de Imposto de Renda e, por conseguinte, a condenação da União à restituição dos valores recolhidos indevidamente. Alega o autor que trabalhava para a PETROBRÁS, sob o regime de turno ininterrupto de revezamento e, após mudança da jornada de trabalho, determinada pelo art. 7º, inciso XIV, da Carta Política, a aludida empresa somente conseguiu implantar turmas de serviço, de acordo com o novo regime de trabalho, 2(dois) anos após a promulgação da CF/88. Acrescenta que, diante do ocorrido, a PETROBRÁS comprometeu-se a indenizar os períodos de folgas não gozados, cuja base de cálculo seria o valor da hora extra do turno respectivo, tendo pago o montante devido com incidência do Imposto de Renda. Junta procuração e documentos (fls. 10/29). A União, em peça contestatória (fls. 36/61), afasta a tese do autor, sob o argumento de que o que foi pago foram horas efetivamente trabalhadas, ou seja, horas-extras, devendo incidir, portanto, o Imposto de Renda, por se amoldar perfeitamente ao inciso I, do art. 43 do CTN. Em réplica (fls. 65/71), o demandante reitera os pedidos da petição inicial e requer o julgamento antecipado da lide. É o breve relato dos autos. Decido. A questão de mérito é unicamente de direito, tornando-se perfeitamente aplicável à espécie o julgamento antecipado da lide, nos moldes do artigo 330, I, do CPC. PRESCRIÇÃO - APRECIAÇÃO EX OFFICIO. Quanto à prescrição dos valores a serem restituídos, não ficou delimitada pelo pedido autoral. Sobre ela, também ficou silente a União em sede de contestação. Segundo a nova redação do art. 219, § 5º, do CPC, o juiz pode conhecer, de ofício, a prescrição. É o que faço agora. Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, e havendo silêncio do Fisco, a 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça - STJ uniformizou o entendimento de que o prazo prescricional só se inicia após decorridos 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, a partir da homologação tácita do lançamento, senão vejamos: "TRIBUTÁRIO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. NOVA ORIENTAÇÃO FIRMADA PELA 1ª SEÇÃO DO STJ NA APRECIAÇÃO DO ERESP 435.835/SC. LC 118/2005: NATUREZA MODIFICATIVA (E NÃO SIMPLESMENTE INTERPRETATIVA) DO SEU ARTIGO 3º. INCONSTITUCIONALIDADE DO SEU ART. 4º, NA PARTE QUE DETERMINA A APLICAÇÃO RETROATIVA. ENTENDIMENTO CONSIGNADO NO VOTO DO ERESP 327.043/DF. CORREÇÃO MONETÁRIA. LIMITES PERCENTUAIS À COMPENSAÇÃO. INAPLICABILIDADE. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. JUROS. 1. A 1ª Seção do STJ, no julgamento do ERESP 435.835/SC, Rel. p/ o acórdão Min. José Delgado, sessão de 24.03.2004, consagrou o entendimento segundo o qual o prazo prescricional para pleitear a restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação é de cinco anos, contados da data da homologação do lançamento, que, se for tácita, ocorre após cinco anos da realização do fato gerador - sendo irrelevante, para fins de cômputo do prazo prescricional, a causa do indébito. Adota-se o entendimento firmado pela Seção, com ressalva do ponto de vista pessoal, no sentido da subordinação do termo a quo do prazo ao universal princípio da actio nata (voto-vista proferido nos autos do ERESP 423.994/SC, 1ª Seção, Min. Peçanha Martins, sessão de 08.10.2003). 2. O art. 3º da LC 118/2005, a pretexto de interpretar os arts. 150, § 1º, 160, I, do CTN, conferiu-lhes, na verdade, um sentido e um alcance diferente daquele dado pelo Judiciário. Ainda que defensável a "interpretação" dada, não há como negar que a Lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposições interpretadas um dos seus sentidos possíveis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, intérprete e guardião da legislação federal. Portanto, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da sua vigência. 3. O artigo 4º, segunda parte, da LC 118/2005, que determina a aplicação retroativa do seu art. 3º, para alcançar inclusive fatos passados, ofende o princípio constitucional da autonomia e independência dos poderes (CF, art. 2º) e o da garantia do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). Ressalva, no particular, do ponto de vista pessoal do relator, no sentido de que cumpre ao órgão fracionário do STJ suscitar o incidente de inconstitucionalidade perante a Corte Especial, nos termos do art. 97 da CF. 4. Está assentada nesta Corte a orientação segundo a qual são os seguintes os índices a serem utilizados na repetição ou compensação de indébito tributário: (a) IPC, de março/1990 a janeiro/1991; (b) INPC, de fevereiro a dezembro/1991; (c) UFIR, a partir de janeiro/1992; (d) taxa SELIC, exclusivamente, a partir de janeiro/1996. 5. Está pacificado nesta Corte o entendimento de que é inaplicável o IGP-M nos meses de julho e agosto de 1994, devendo ser utilizada, no período, a UFIR. 6. Restou pacificado, no âmbito da 1ª Seção, no julgamento do ERESP 432.793/SP, Min. Peçanha Martins, em 11.06.2003, o entendimento segundo o qual os limites estabelecidos pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 não são aplicáveis quando se tratar de compensação de créditos por indevido pagamento de tributos declarados inconstitucionais pelo STF, como é o caso das contribuições em exame. Ressalva do posicionamento pessoal do relator. 7. Nos casos de repetição de indébito tributário, a orientação prevalente no âmbito da 1ª Seção quanto aos juros pode ser sintetizada da seguinte forma: (a) antes do advento da Lei 9.250/95, incidia a correção monetária desde o pagamento indevido até a restituição ou compensação (Súmula 162/STJ), acrescida de juros de mora a partir do trânsito em julgado (Súmula 188/STJ), nos termos do art. 167, parágrafo único, do CTN; (b) após a edição da Lei 9.250/95, aplica-se a taxa SELIC desde o recolhimento indevido, ou, se for o caso, a partir de 1º.01.1996, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de atualização monetária, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um só tempo, o índice de inflação do período e a taxa de juros real. 8. Recurso especial a que se dá parcial provimento. (STJ - Resp 711964 - 1ª T/SP - Rel. Teori Albino Zavascki - DJU 27.06.2005, pág. 271) "TRIBUTÁRIO.PRESCRIÇÃO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. VERBAS INDENIZATÓRIAS.1. O prazo para que seja pleiteada a restituição de imposto de renda incidente sobre valores referentes às verbas de caráter indenizatório começa a fluir decorridos 5(cinco) anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos demais um quinqüênio, computados desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título de tributo.2. Recurso a que se nega provimento". (STJ. REsp495826/MG. Rel. Min. João Otávio de Noronha. DJ 30.06.2003, p. 231)." Assim, como a presente demanda foi proposta antes da vigência da LC nº 118/2005 - 28/04/2005, a prescrição se deve operar sobre os valores retroativos a 10 (dez) anos, a partir da data da última retenção do imposto de renda na fonte sobre os valores questionados, fazendo jus o autor à repetição de indébito da quantia não alcançada pelo prazo prescricional. Passo ao mérito. A demanda é de fácil deslinde, máxime por já ter o Egrégio Superior Tribunal de Justiça colocado uma pá de cal nessa matéria, firmando maciça jurisprudência. O cerne da questão envolve a natureza jurídica das verbas recebidas a título de Indenização de Horas Trabalhadas, se indenizatórias ou não. Sobre tais verbas, por serem indenizatórias, não deve incidir o Imposto de Renda, já que não houve a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, não se configurando o fato gerador, conforme preconizado no art. 43 do Código Tributário Nacional, que agora transcrevo: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica: I - da renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. A indenização visa ressarcir o prejuízo sofrido, isto é, restaurar a perda patrimonial, não sendo considerada como rendimento, mas reparação em pecúnia, por perda de direito. Segundo o insigne jurista Roque Antônio Carraza1, na indenização, como é pacífico e assente, há compensação em pecúnia por dano sofrido. Noutros termos, o direito ferido é transformado em sua quantia em dinheiro. O patrimônio da pessoa lesada não aumenta de valor, mas simplesmente é reposto no estado em que se encontrava antes do advento do gravame (status quo ante). Antes da Constituição Federal de 1988, para cada dia de trabalho, dispunham os petroleiros do direito a um dia de folga. Assim, trabalhavam 14 (quatorze) dias e folgavam outros 14 (quatorze) dias. Com o advento da Carta Magna, o regime de 'turno ininterrupto de revezamento' passou a obedecer, na ausência de convenção coletiva, à jornada máxima de 6 horas diárias. A partir de então, os petroleiros passaram a ter direito, em virtude de convenção coletiva, a um regime de labor no qual trabalham durante 14 (quatorze) dias, folgando nos 21 (vinte e um) dias subseqüentes. Entretanto, até a celebração do acordo coletivo de trabalho em 1990, por necessidade do serviço e até que fossem contratados funcionários em número suficiente para suprir a demanda, os trabalhadores tiveram, apenas, 14 (quatorze) dias de folga. Com o fim das negociações coletivas de 1994, passaram a receber, de forma parcelada, a indenização pelas folgas não gozadas. A Indenização de Horas Trabalhadas paga aos trabalhadores não teve por objetivo remunerar serviço prestado em prorrogação da jornada de trabalho, já que esta sempre foi de 12 (doze) horas, não tendo sofrido qualquer prorrogação. Houve, em verdade, indenização à categoria pelos 7 (sete) dias de descanso não gozados. Em outros termos, houve a compensação do prejuízo decorrente de folgas não aproveitadas por imposição do empregador. Assim, não se pode atribuir à aludida verba natureza salarial. Não houve pagamento de horas extras, já que a jornada de trabalho dos petroleiros, fixada em 12 (doze) horas diárias, não sofreu prorrogação. Apenas não houve a fruição do período de folga na extensão devida. Nesse sentido, a remansosa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: Acórdão Origem: Superior Tribunal de Justiça Classe: Resp 905427/RN Data da Decisão: 20/03/2007 DJ DATA: 29/03/2007 PAGINA: 255 Relator(a) Ministro Castro Meira Ementa: TRIBUTÁRIO. VERBAS PAGAS PELA PETROBRAS A TÍTULO DE "INDENIZAÇÃO POR HORAS TRABALHADAS" - IHT. NATUREZA JURÍDICA. IMPOSTO DE RENDA. NÃO-INCIDÊNCIA. 1. Se o recorrente se limita a aduzir violação sem, contudo, declinar os motivos pelos quais entende que os dispositivos da lei federal foram contrariados, incide o óbice da Súmula 284/STF. 2. As verbas pagas pela Petrobras a título de "Indenização por Horas Trabalhadas" nos anos de 1995 e 1996 por força de Convenção Coletiva de Trabalho corresponderam à indenização das folgas não gozadas, e não ao pagamento de horas extras, de modo que não constituem acréscimo patrimonial a ensejar a incidência do tributo nos termos do artigo 43 do Código Tributário Nacional. 3. Recurso especial conhecido em parte e provido. Desse modo, os valores recebidos a título de indenização de horas trabalhadas não podem ser considerados acréscimo patrimonial, mas sim verbas indenizatórias, não ensejando, portanto, a incidência do Imposto sobre a Renda. D I S P O S I T I V O Isso posto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL para declarar que a Indenização de Horas Trabalhadas não está sujeita à incidência de Imposto de Renda e, por conseqüência, condeno a União a restituir os valores recolhidos a título de Imposto de Renda que incidiram sobre a Indenização de Horas Trabalhadas, observando o prazo prescricional de 10 (dez) anos, devidamente corrigidos, em conformidade com o que determina o Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos na Justiça Federal (Resolução nº 242/CJF, de 03/07/2001), e a partir de janeiro de 1996 deverá incidir a taxa SELIC, que é composta de juros e correção monetária e não pode ser cumulada com qualquer outro índice de atualização. Condeno a União Federal no pagamento de honorários advocatícios, os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor a ser restituído, nos termos do art. 20, §4º, do Código de Processo Civil, deixando de condená-la em custas em face da isenção legal. Sentença sujeita ao reexame necessário. Registre-se. Publique-se. Intimem-se. Aracaju, 03 de março de 2008. EDMILSON DA SILVA PIMENTA Juiz Federal 1 IR. Indenização, RDT 52/179. ?? ?? ?? ?? PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SERGIPE 8 Proc. 2005.2280-0(IRF)

   

0002453-27.2005.4.05.8500 JOSE EULER ALVES (Adv. BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS, GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO) x UNIÃO FEDERAL (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)

PROCESSO Nº: 2005.85.00.002453-5 CLASSE: 1000 - AÇÕES ORDINÁRIAS AUTOR(A): JOSÉ EULER ALVES RÉU: UNIÃO FEDERAL CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. REGIME DE TURNO ININTERRUPTO DE TRABALHO. INDENIZAÇÃO POR HORA TRABALHADA. VERBA DE NATUREZA INDENIZATÓRIA. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. SENTENÇA JOSÉ EULER ALVES, já devidamente qualificado nos autos, intenta a presente AÇÃO ORDINÁRIA em face da UNIÃO FEDERAL, objetivando provimento jurisdicional que declare que a Indenização de Horas Trabalhadas (IHT) não se sujeita à incidência de Imposto de Renda e, por conseguinte, a condenação da União à restituição dos valores recolhidos indevidamente, bem como do valor da multa, juros e encargos aplicados no procedimento fiscal instaurado pela Secretaria da Receita Federal. Alega o autor que trabalhava para a PETROBRÁS, sob o regime de turno ininterrupto de revezamento e, após mudança da jornada de trabalho, determinada pelo art. 7º, inciso XIV, da Carta Política, a aludida empresa somente conseguiu implantar turmas de serviço, de acordo com o novo regime de trabalho, 2(dois) anos após a promulgação da CF/88. Acrescenta que, diante do ocorrido, a PETROBRÁS comprometeu-se a indenizar os períodos de folgas não gozados, cuja base de cálculo seria o valor da hora extra do turno respectivo, tendo pago o montante devido com incidência do Imposto de Renda. Afirma que, na ocasião, consultou a Receita Federal e foi orientado a fazer uma declaração retificadora para que os valores tributados fossem restituídos. Posteriormente, informa o autor, a União iniciou procedimento fiscal com o objetivo de cobrar o imposto que lhe foi restituído, oportunidade em que preferiu quitar o suposto débito constituído pelo auto de infração em anexo. Assim, recorre à via judicial para buscar a restituição dos valores indevidamente cobrados. Junta procuração e documentos (fls. 10/32). A União, em peça contestatória (fls. 37/67), afasta a tese do autor, sob o argumento de que o que foi pago foram horas efetivamente trabalhadas, ou seja, horas-extras, devendo incidir, portanto, o Imposto de Renda, por se amoldar perfeitamente ao inciso I, do art. 43 do CTN. Em réplica (fls. 70/76), o demandante reitera os pedidos da petição inicial e requer o julgamento antecipado da lide. É o breve relato dos autos. Decido. A questão de mérito é unicamente de direito, tornando-se perfeitamente aplicável à espécie o julgamento antecipado da lide, nos moldes do artigo 330, I, do CPC. PRESCRIÇÃO - APRECIAÇÃO EX OFFICIO. Quanto à prescrição dos valores a serem restituídos, não ficou delimitada pelo pedido autoral, bem como ficou silente a União em sede de contestação. Segundo a nova redação do art. 219, § 5º, do CPC, o juiz pode conhecer, de ofício, a prescrição. É o que faço agora. Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, e havendo silêncio do Fisco, a 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça - STJ uniformizou o entendimento de que o prazo prescricional só se inicia após decorridos 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, a partir da homologação tácita do lançamento, senão vejamos: "TRIBUTÁRIO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. NOVA ORIENTAÇÃO FIRMADA PELA 1ª SEÇÃO DO STJ NA APRECIAÇÃO DO ERESP 435.835/SC. LC 118/2005: NATUREZA MODIFICATIVA (E NÃO SIMPLESMENTE INTERPRETATIVA) DO SEU ARTIGO 3º. INCONSTITUCIONALIDADE DO SEU ART. 4º, NA PARTE QUE DETERMINA A APLICAÇÃO RETROATIVA. ENTENDIMENTO CONSIGNADO NO VOTO DO ERESP 327.043/DF. CORREÇÃO MONETÁRIA. LIMITES PERCENTUAIS À COMPENSAÇÃO. INAPLICABILIDADE. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. JUROS. 1. A 1ª Seção do STJ, no julgamento do ERESP 435.835/SC, Rel. p/ o acórdão Min. José Delgado, sessão de 24.03.2004, consagrou o entendimento segundo o qual o prazo prescricional para pleitear a restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação é de cinco anos, contados da data da homologação do lançamento, que, se for tácita, ocorre após cinco anos da realização do fato gerador - sendo irrelevante, para fins de cômputo do prazo prescricional, a causa do indébito. Adota-se o entendimento firmado pela Seção, com ressalva do ponto de vista pessoal, no sentido da subordinação do termo a quo do prazo ao universal princípio da actio nata (voto-vista proferido nos autos do ERESP 423.994/SC, 1ª Seção, Min. Peçanha Martins, sessão de 08.10.2003). 2. O art. 3º da LC 118/2005, a pretexto de interpretar os arts. 150, § 1º, 160, I, do CTN, conferiu-lhes, na verdade, um sentido e um alcance diferente daquele dado pelo Judiciário. Ainda que defensável a "interpretação" dada, não há como negar que a Lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposições interpretadas um dos seus sentidos possíveis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, intérprete e guardião da legislação federal. Portanto, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da sua vigência. 3. O artigo 4º, segunda parte, da LC 118/2005, que determina a aplicação retroativa do seu art. 3º, para alcançar inclusive fatos passados, ofende o princípio constitucional da autonomia e independência dos poderes (CF, art. 2º) e o da garantia do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). Ressalva, no particular, do ponto de vista pessoal do relator, no sentido de que cumpre ao órgão fracionário do STJ suscitar o incidente de inconstitucionalidade perante a Corte Especial, nos termos do art. 97 da CF. 4. Está assentada nesta Corte a orientação segundo a qual são os seguintes os índices a serem utilizados na repetição ou compensação de indébito tributário: (a) IPC, de março/1990 a janeiro/1991; (b) INPC, de fevereiro a dezembro/1991; (c) UFIR, a partir de janeiro/1992; (d) taxa SELIC, exclusivamente, a partir de janeiro/1996. 5. Está pacificado nesta Corte o entendimento de que é inaplicável o IGP-M nos meses de julho e agosto de 1994, devendo ser utilizada, no período, a UFIR. 6. Restou pacificado, no âmbito da 1ª Seção, no julgamento do ERESP 432.793/SP, Min. Peçanha Martins, em 11.06.2003, o entendimento segundo o qual os limites estabelecidos pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 não são aplicáveis quando se tratar de compensação de créditos por indevido pagamento de tributos declarados inconstitucionais pelo STF, como é o caso das contribuições em exame. Ressalva do posicionamento pessoal do relator. 7. Nos casos de repetição de indébito tributário, a orientação prevalente no âmbito da 1ª Seção quanto aos juros pode ser sintetizada da seguinte forma: (a) antes do advento da Lei 9.250/95, incidia a correção monetária desde o pagamento indevido até a restituição ou compensação (Súmula 162/STJ), acrescida de juros de mora a partir do trânsito em julgado (Súmula 188/STJ), nos termos do art. 167, parágrafo único, do CTN; (b) após a edição da Lei 9.250/95, aplica-se a taxa SELIC desde o recolhimento indevido, ou, se for o caso, a partir de 1º.01.1996, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de atualização monetária, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um só tempo, o índice de inflação do período e a taxa de juros real. 8. Recurso especial a que se dá parcial provimento. (STJ - Resp 711964 - 1ª T/SP - Rel. Teori Albino Zavascki - DJU 27.06.2005, pág. 271) "TRIBUTÁRIO.PRESCRIÇÃO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. VERBAS INDENIZATÓRIAS.1. O prazo para que seja pleiteada a restituição de imposto de renda incidente sobre valores referentes às verbas de caráter indenizatório começa a fluir decorridos 5(cinco) anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos demais um quinqüênio, computados desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título de tributo.2. Recurso a que se nega provimento". (STJ. REsp495826/MG. Rel. Min. João Otávio de Noronha. DJ 30.06.2003, p. 231)." Assim, como a presente demanda foi proposta antes da vigência da LC nº 118/2005 - 09/06/2005, a prescrição se deve operar sobre os valores retroativos a 10 (dez) anos, a partir da data da última retenção do imposto de renda na fonte sobre os valores questionados, fazendo jus o autor à repetição de indébito da quantia não alcançada pelo prazo prescricional. Passo ao mérito. A demanda é de fácil deslinde, máxime por já ter o Egrégio Superior Tribunal de Justiça colocado uma pá de cal nessa matéria, firmando maciça jurisprudência. O cerne da questão envolve a natureza jurídica das verbas recebidas a título de Indenização de Horas Trabalhadas, se indenizatórias ou não. Sobre tais verbas, por serem indenizatórias, não deve incidir o Imposto de Renda, já que não houve a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, não se configurando o fato gerador, conforme preconizado no art. 43 do Código Tributário Nacional, que agora transcrevo: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica: I - da renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. A indenização visa ressarcir o prejuízo sofrido, isto é, restaurar a perda patrimonial, não sendo considerada como rendimento, mas reparação em pecúnia, por perda de direito. Segundo o insigne jurista Roque Antônio Carraza1, na indenização, como é pacífico e assente, há compensação em pecúnia por dano sofrido. Noutros termos, o direito ferido é transformado em sua quantia em dinheiro. O patrimônio da pessoa lesada não aumenta de valor, mas simplesmente é reposto no estado em que se encontrava antes do advento do gravame (status quo ante). Antes da Constituição Federal de 1988, para cada dia de trabalho, dispunham os petroleiros do direito a um dia de folga. Assim, trabalhavam 14 (quatorze) dias e folgavam outros 14 (quatorze) dias. Com o advento da Carta Magna, o regime de 'turno ininterrupto de revezamento' passou a obedecer, na ausência de convenção coletiva, à jornada máxima de 6 horas diárias. A partir de então, os petroleiros passaram a ter direito, em virtude de convenção coletiva, a um regime de labor no qual trabalham durante 14 (quatorze) dias, folgando nos 21 (vinte e um) dias subseqüentes. Entretanto, até a celebração do acordo coletivo de trabalho em 1990, por necessidade do serviço e até que fossem contratados funcionários em número suficiente para suprir a demanda, os trabalhadores tiveram, apenas, 14 (quatorze) dias de folga. Com o fim das negociações coletivas de 1994, passaram a receber, de forma parcelada, a indenização pelas folgas não gozadas. A Indenização de Horas Trabalhadas paga aos trabalhadores não teve por objetivo remunerar serviço prestado em prorrogação da jornada de trabalho, já que esta sempre foi de 12 (doze) horas, não tendo sofrido qualquer prorrogação. Houve, em verdade, indenização à categoria pelos 7 (sete) dias de descanso não gozados. Em outros termos, houve a compensação do prejuízo decorrente de folgas não aproveitadas por imposição do empregador. Assim, não se pode atribuir à aludida verba natureza salarial. Não houve pagamento de horas extras, já que a jornada de trabalho dos petroleiros, fixada em 12 (doze) horas diárias, não sofreu prorrogação. Apenas não houve a fruição do período de folga na extensão devida. Nesse sentido, a remansosa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: Acórdão Origem: Superior Tribunal de Justiça Classe: Resp 905427/RN Data da Decisão: 20/03/2007 DJ DATA: 29/03/2007 PAGINA: 255 Relator(a) Ministro Castro Meira Ementa: TRIBUTÁRIO. VERBAS PAGAS PELA PETROBRAS A TÍTULO DE "INDENIZAÇÃO POR HORAS TRABALHADAS" - IHT. NATUREZA JURÍDICA. IMPOSTO DE RENDA. NÃO-INCIDÊNCIA. 1. Se o recorrente se limita a aduzir violação sem, contudo, declinar os motivos pelos quais entende que os dispositivos da lei federal foram contrariados, incide o óbice da Súmula 284/STF. 2. As verbas pagas pela Petrobras a título de "Indenização por Horas Trabalhadas" nos anos de 1995 e 1996 por força de Convenção Coletiva de Trabalho corresponderam à indenização das folgas não gozadas, e não ao pagamento de horas extras, de modo que não constituem acréscimo patrimonial a ensejar a incidência do tributo nos termos do artigo 43 do Código Tributário Nacional. 3. Recurso especial conhecido em parte e provido. Desse modo, os valores recebidos a título de indenização de horas trabalhadas não podem ser considerados acréscimo patrimonial, mas sim verbas indenizatórias, não ensejando, portanto, a incidência do Imposto sobre a Renda. D I S P O S I T I V O Isso posto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL para declarar que a Indenização de Horas Trabalhadas não está sujeita à incidência de Imposto de Renda e, por conseqüência, condeno a União a restituir os valores recolhidos a título de Imposto de Renda que incidiram sobre a Indenização de Horas Trabalhadas, observando o prazo prescricional de 10(dez) anos, devidamente corrigidos, em conformidade com o que determina o Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos na Justiça Federal (Resolução n° 242/CJF, de 3.07.2001), e a partir de janeiro de 1996 deverá incidir a taxa SELIC, que é composta de juros e correção monetária e não pode ser cumulada com qualquer outro índice de atualização Condeno ainda a União Federal na restituição do valor da multa, dos juros e dos encargos aplicados no procedimento fiscal instaurado pela Secretaria da Receita Federal, devidamente corrigidos nos termos acima expostos, bem como no pagamento de honorários advocatícios, os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor a ser restituído, nos termos do art. 20, § 4º, do Código de Processo Civil, deixando de condená-la em custas em face da isenção legal. Sentença sujeita ao reexame necessário. Registre-se. Publique-se. Intimem-se. Aracaju, 3 de março de 2008. EDMILSON DA SILVA PIMENTA Juiz Federal 1 IR. Indenização, RDT 52/179. ?? ?? ?? ?? PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SERGIPE 1 Proc. 2005.2453-5(IRF)

   

0003715-56.1998.4.05.8500 JOSE BOMFIM DE LIMA FILHO (Adv. JANE TEREZA VIEIRA DA FONSECA, JOSE SIMPLICIANO FONTES) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. CICERO CORBAL GUERRA NETO) x UNIÃO FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)

Proc. Nº 98.0003715-2 CONCLUSÃO Faço conclusão dos presentes autos a Dr. Edmilson da Silva Pimenta, Juiz Federal da 3ª Vara. Aracaju, 15 de maio de 2008. Lícia Maria Oliveira do Nascimento Supervisora Assistente Ante ao requerimento de fl. 230, publique-se a sentença às fl. 223, bem como republique-se a sentença de fls. 226/227. Intime-se a Procuradora da União, Dra. Adelaide Elisabeth Cardoso Carvalho de França para que subscreva a petição de fl. 232. Aracaju, 15 de maio de 2008. Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal DATA Foram-me entregues estes autos com o despacho supra. Aracaju, ___/___/2008. Técnico Judiciário ?? ?? ?? ??

   

0004330-65.2006.4.05.8500 MARIA VANDORA SOARES ALVES (Adv. JOICE ANGELI A. CAMPOS DOS SANTOS, JOSE AUGUSTO DOS SANTOS SOBRINHO, ANA CRISTINA CARLOS S. MENESES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA)

DECISÃO 1. Suscitou o réu preliminar de incompetência absoluta do Juízo, que, entretanto, não merece acolhimento, uma vez que o valor atribuído à causa supera sessenta salários mínimos, ultrapassando, dessa forma, a alçada do Juizado Especial Federal. 2. Em se tratando de benefício previdenciário de auxílio-doença a trabalhador rural, é imprescindível a realização de exame médico pericial para comprovação da incapacidade para o trabalho, bem como do momento em esta se verificou. Por tal razão, converto o julgamento em diligência.. 3. Nomeio como perito o Dr. ANTONIO CARLOS FREITAS MOURA, com endereço na AVENIDA SILVIO TEIXEIRA, 230, Aptº. 1103, ED. BIARRITZ, JARDINS, TELEFONE:3224-2831, nesta capital. 4. Fixo os honorários periciais no valor máximo da Tabela II, da Resolução n°. 558-CJF de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais deverão ser pagos em conformidade com o art. 3º da aludida Resolução. 5. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justiça, o pagamento dos honorários periciais dar-se-á após o término do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicitação de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado. 6. Aceita a nomeação, deverão ser designados local, data e horário para a realização da perícia, comunicando-se a este Juízo, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante dispõe o artigo 431-A, do CPC. 7. Intimem-se as partes para que, em 5 (cinco) dias, manifestem-se acerca da nomeação do perito, bem como para que indiquem assistentes técnicos e formulem quesitos. 8. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do exame pericial, para apresentação do laudo. 9. Após, intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem-se acerca do laudo pericial.

   

0005177-04.2005.4.05.8500 CONCORDE VEICULOS LTDA (Adv. JOAO SANTANA FILHO, RICARDO MONTEIRO MOTA) x UNIÃO FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Seção Judiciária de Sergipe - 3a Vara Federal PROCESSO N° 2005.85.00.005177-0 CLASSE 1000 - AÇÕES ORDINÁRIAS REQUERENTE: CONCORDE VEÍCULOS LTDA REQUERIDO: UNIÃO FEDERAL SENTENÇA CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA. CONTRIBUINTE SUBSTITUÍDO. ÔNUS DO TRIBUTO. PIS E COFINS. CONCESSIONÁRIAS DE VEÍCULOS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO IPI. MP Nº 2.158-35/2001. IN SRF 54/2000. PEDIDO IMPROCEDENTE. CONCORDE VEÍCULOS LTDA ingressa com a presente ação em face da UNIÃO, requestando provimento jurisdicional que determine a restituição de toda importância recolhida a maior de PIS e COFINS, entre junho de 2000 e outubro de 2002, bem como a compensação do montante apurado com quaisquer contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal. Diz, que no período acima referenciado, recolheu a maior as contribuições do PIS/PASEP e COFINS, devido à equivocada orientação contida na Instrução Normativa nº 54/2000, cuja base de cálculo dos referidos tributos, antecipados pela substituição tributária, compreendia o preço da venda do fabricante acrescido do valor do IPI (art. 3º, §1º da IN nº 54/2000). Argumenta que o referido ato administrativo transbordou os limites da legislação específica ao caso, especialmente o disposto no art. 43 da MP nº 2.158-35/2001 e o art. 3º, §2º, I da Lei 9.718/98, para os quais a base imponível das referidas contribuições era, apenas e tão-somente, o preço de venda da pessoa jurídica fabricante. Junta procuração e documentos (fls. 10/56). A União apresenta contestação (fls. 60/70) alegando, preliminarmente, a ilegitimidade da autora para figurar no pólo ativo da demanda, já que o recolhimento tributário é feito pelas empresas montadoras e as importadoras de veículos e, no mérito, contradiz a tese autoral afirmando que a base de cálculo do PIS e da COFINS fora feita em estrita obediência à legislação em vigor e a IN 54/2000 está devidamente respaldada pela MP nº 1.991/2000. Réplica apresentada (fls. 72/77), ratificando o pedido contido na petição inicial e pugnando pelo julgamento antecipado da lide. É o relatório. Decido. A questão de mérito é unicamente de direito, tornando-se perfeitamente aplicável à espécie o julgamento antecipado da lide, nos moldes do artigo 330, I, do CPC. Inicialmente, analiso a preliminar de ilegitimidade ativa levantada pela União. Diferentemente do que defende a ré, no regime de substituição tributária o substituído é quem suporta efetivamente o ônus financeiro do tributo, não desnaturando esta condição o fato do recolhimento ocorrer de forma antecipada. Isto quer dizer que a concessionária, ora autora, é o contribuinte de fato e de direito, sendo as montadoras e importadoras de veículos meras intermediárias e repassadoras do tributo ao erário. Dessa forma, tem pleno interesse processual e legitimidade para discutir em juízo a legalidade da referida exação. Assim, rejeito a preliminar e passo à análise do mérito. Não merece respaldo a pretensão autoral. Senão vejamos. A EC nº 3/93 acrescentou ao art. 150 da CF um sétimo parágrafo, com o seguinte teor: Art. 150 (...) § 7.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. Esse dispositivo constitucional instituiu um tipo novo de substituição tributária, "para frente", superando o óbice de se cobrar imposto antecipadamente de um substituto, por fato gerador de terceiro ainda não praticado. Nesses termos, foi editada a MP nº 1.991-15, de 10/03/2000, atualmente reeditada sob o nº 2.158-35, de 24/08/2001, que no seu art. 43 dispõe: Art. 43. As pessoas jurídicas fabricantes e os importadores dos veículos classificados nas posições 8432, 8433, 8701, 8702, 8703 e 8711, e nas subposições 8704.2 e 8704.3, da TIPI, relativamente às vendas que fizerem, ficam obrigadas a cobrar e a recolher, na condição de contribuintes substitutos, a contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, devidas pelos comerciantes varejistas. Parágrafo único. Na hipótese de que trata este artigo, as contribuições serão calculadas sobre o preço de venda da pessoa jurídica fabricante. Como se vê, a aludida MP estabeleceu o regime de substituição tributária para o pagamento do PIS/PASEP e da COFINS, devidos pelos comerciantes varejistas de veículos ali discriminados, responsabilizando os fabricantes e os importadores pelo respectivo recolhimento e determinando que o cálculo das contribuições deverá ser feito com base no preço da venda efetuada por estas pessoas jurídicas. Em seguida, a Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº 54, de 19/05/2000, disciplinou, em seu art. 3º, § 1º, que o preço da venda corresponde ao preço do produto acrescido do valor do IPI incidente na operação. A base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS é o faturamento, já que o §1º, do art. 3º, da Lei nº 9.718/98, que definiu o conceito de faturamento para a incidência do PIS e da COFINS, foi declarado inconstitucional pelo Plenário do STF. No caso em tela, o autor insiste em defender que o inciso I, do §2º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 determina a exclusão do IPI da base de cálculo das contribuições em comento e que a Instrução Normativa da SRF nº 54/00 inovou no mundo jurídico sem a devida competência para tanto. Na hipótese sub examine, percebe-se que o PIS/PASEP e a COFINS devidos pelas concessionárias incidem sobre o valor do IPI, pois a exclusão estabelecida no artigo citado acima refere-se à base de cálculo das contribuições devidas pelos fabricantes e importadores, já que o comerciante varejista não é contribuinte do IPI, visto que não faz parte da cadeia de industrialização do produto, de modo que o mencionado imposto integra o custo do veículo, o qual será repassado ao consumidor final, quem verdadeiramente arcará com o ônus financeiro. Sobre a matéria já se pronunciou o egrégio Superior Tribunal de Justiça, em decisão deveras elucidativa ao caso em análise, que abaixo transcrevo: TRIBUTÁRIO. PIS. COFINS. REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. FABRICANTES E IMPORTADORES DE VEÍCULOS (SUBSTITUTOS) E COMERCIANTES VAREJISTAS (SUBSTITUÍDOS). BASE DE CÁLCULO. VALORES DEVIDOS A TÍTULO DE IPI DESTACADOS NA NOTA FISCAL. INCLUSÃO NO CONCEITO DE "PREÇO DE VENDA" EX VI DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 54/2000. LEGALIDADE. LEI 9.718/98 (ARTIGO 3º, § 2º, I). DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. INAPLICABILIDADE AO CASO CONCRETO. 1. A Instrução Normativa SRF nº 54/2000, revogada pela IN SRF nº 247, de 21.11.2002, dispunha sobre o recolhimento da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, devidas pelos fabricantes (montadoras) e importadores de veículos, na condição de substitutos dos comerciantes varejistas (regime de substituição tributária instituído pela Medida Provisória nº 1.991-15/2000, atual MP nº 2.158-35/2001, editada antes da Emenda Constitucional nº 32). 2. A base de cálculo das aludidas contribuições, cujos contribuintes de fato são os comerciantes varejistas, é o preço de venda da pessoa jurídica fabricante ou do importador (artigo 44, parágrafo único, da MP 1.991-15/2000, e artigo 3º, caput, da IN SRF 54/2000), sendo certo que o ato normativo impugnado limitou-se a defini-lo como o preço do produto acrescido do valor do IPI incidente na operação. 3. A insurgência especial dirige-se ao reconhecimento da ilegalidade do artigo 3º, da Instrução Normativa SRF nº 54/2000, em virtude do disposto no inciso I, do § 2º, do artigo 8º, da Lei n.º 9.718/98, verbis: § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluem-se da receita bruta: I - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário;" 4. A base de cálculo da COFINS e do PIS restou analisada pelo Eg. STF que, na sessão plenária ocorrida em 09 de novembro de 2005, no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, todos da relatoria do Ministro Marco Aurélio, e n.º 346.084-6/PR, do Ministro Ilmar Galvão, consolidou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e à COFINS, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98, o que implicou na concepção da receita bruta ou faturamento como o que decorra quer da venda de mercadorias, quer da venda de mercadorias e serviços, quer da venda de serviços, não se considerando receita bruta de natureza diversa. 5. Na mesma assentada, afastou-se a argüição de inconstitucionalidade do artigo 8º, da Lei n.º 9.718/98, mantendo-se a higidez das deduções da base de cálculo das contribuições em tela, elencadas em seu § 2º. 6. Deveras, à luz do supracitado dispositivo legal, as "vendas canceladas", os "descontos incondicionais", o "IPI" e o "ICMS" cobrado pelo vendedor do bem ou pelo prestador do serviço, na condição de substituto tributário, não integram a base de cálculo da COFINS e da contribuição destinada ao PIS. 7. Entrementes, as informações prestadas pelo órgão local da Secretaria da Receita Federal, coerentemente, elucidam a quaestio iuris: "... o regime de substituição tributária envolve uma presunção de fato gerador. O fato gerador presumido diz respeito às contribuições devidas pela concessionária, não se confundindo, pois, com as contribuições do próprio fabricante, a que alude o art. 3º, § 2º, I, da Lei nº 9.718/98, especialmente no que diz respeito à exclusão do IPI. Este dispositivo trata da base de cálculo usual do PIS e da COFINS vinculada a fato gerador praticado pelo fabricante ou importador, na condição de contribuinte do IPI. Exemplificando: o fabricante, contribuinte do IPI, tem de apurar o que ele - fabricante - deve a título de PIS e COFINS. Para isso, ele - fabricante - deve determinar o valor do seu faturamento, que é a base de cálculo dessas contribuições. Ora, por certo que o IPI devido pelo fabricante não poderia ser considerado para fins de determinação do faturamento dele (o valor destacado em nota fiscal é repassado aos cofres públicos), donde a exclusão prevista pelo tal dispositivo da Lei 9.718/98 que, repito, é comando dirigido ao fabricante (contribuinte do IPI). (...) tanto é verdade que o IPI está incluído no preço de venda do fabricante que o legislador teve de expressamente excluí-lo, para fins de determinar o faturamento do fabricante, pois, de outra forma, estar-se-ia a considerar o IPI destacado na nota fiscal pelo fabricante como se fosse receita dele. Situação totalmente diversa é a apuração do faturamento do revendedor, que não é contribuinte do IPI (não há destaque na nota fiscal). Assim, esqueçamos, por ora, o regime de substituição tributária. Na situação acima proposta (sem substituição), o revendedor de automóveis não tem nem de pensar no IPI, que está embutido no custo da mercadoria e, ademais, será integralmente repassado ao consumidor final. Logo, quando se pergunta qual o faturamento do revendedor (base de cálculo do que ele - revendedor - deve a título de PIS e COFINS), é obvio que a resposta somente poderá ser o preço de venda do veículo ao consumidor final. Dizer, ou reclamar, que nesse preço está incluído o IPI é algo de tão esclarecedor quanto dizer que nele está incluído o custo do motor do carro e de todas as demais peças que o compõe. Ou seja, não é preciso dizer, É óbvio que todo o custo do produto, somado à margem de lucro do revendedor, integra o seu preço final, pago pelo consumidor. (...) O que parece ocorrer é que existe uma enorme dificuldade, por parte das impetrantes, em perceber a diferença entre as situações, deveras díspares, do fabricante (contribuinte do IPI) e do revendedor (não contribuinte do IPI), para fins de determinar o faturamento (base de cálculo) de cada um deles. (...) Nesse sentido, considerando o disposto no art. 3º, § 1º, I, da Lei 9.718/98, é importante, no caso em tela, ter em mente dois pontos básicos, a saber: 1. Os revendedores varejistas de veículos não são contribuintes de IPI, quer dizer, não destacam o valor do mesmo nas notas fiscais de venda; e 2. A exclusão do valor do IPI prevista no art. 3º, § 1º, I, refere-se apenas a pessoas jurídicas que são contribuintes do IPI, posto que apenas pode ser excluído o valor do IPI quando destacado em separado no documento fiscal." (fls. 71/73). 8. Destarte, a exclusão do IPI da base de cálculo do PIS e da COFINS somente aproveita o contribuinte do aludido imposto (o fabricante), quando da apuração de seu próprio faturamento, a fim de efetuar o recolhimento das contribuições devidas pelo mesmo. 9. Consectariamente, a referida dedução, prevista no artigo 3º, § 2º, I, da Lei 9.718/98, não se aplica aos comerciantes varejistas, não contribuintes do IPI, donde se dessume a legalidade da IN SRF 54/2000. 10. Recurso especial a que se nega provimento. (STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESP - RECURSO ESPECIAL - 665126/SC. PRIMEIRA TURMA. Rel. Luiz Fux. DJ 01/10/2007, p. 214). Portanto, é devida a cobrança das contribuições sociais para o PIS/PASEP e a COFINS com a inclusão na base de cálculo do valor correspondente ao IPI, uma vez que prevista constitucionalmente a substituição tributária "para frente", em que, ante a impossibilidade de se aferir o faturamento ou a receita do contribuinte, o tributo é calculado por estimativa, com base em presunção de fato gerador futuro. Ante o exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido, condenando a autora no pagamento das custas processuais e de honorários de advogado, esses últimos fixados em R$ 500,00 (quinhentos reais), de acordo com o art. 20, § 4º, do CPC. P.R.I. Aracaju, 25 de março de 2008. EDMILSON DA SILVA PIMENTA JUIZ FEDERAL 6 Processo nº 2005.5177-0(irf)

   

0005407-17.2003.4.05.8500 MARIA JOSE DINIZ DE MENDONCA ALVES E OUTROS (Adv. ENILDE SANTOS ALMEIDA, PEDRO DIAS DE ARAUJO JUNIOR) x UNIÃO FEDERAL (Adv. ENEDINA COSTA CARDOSO) x MUNICIPIO DE ARACAJU (Adv. SAMUEL SPONTAN DE CARVALHO, HERMOSA MARIA SOARES FRANCA, ANTONIO MAURICIO TELES MACHADO, JACSON FARIAS RODRIGUES) x EMPRESA MUNICIPAL DE OBRAS E URBANIZACAO - EMURB (Adv. CASSIA SOBRAL DE MELO TELES, MARIA LUCIMAR S. OLIVEIRA, HERMOSA MARIA SOARES FRANCA)

Defiro o pedido de fls. 1206/1207, dispensando a presença dos autores MÁRCIO DINIZ MENDONÇA DE ANDRADE e MÔNICA DINIZ ALVES FONSECA, da audiência designada para o dia 25/06/2008, às 15:00 horas. Intimem-se, com urgência.

   

0005463-55.2000.4.05.8500 JOSE ALVES DE OLIVEIRA (Adv. ELIZABETH ALVES COSTA NETO) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo n.º 2000.85.00.005463-3 - Classe 1000 - 3ª Vara Ação: Ordinária Partes: Autor(es): JOSÉ ALVES DE OLIVEIRA Réus: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. FGTS. CORREÇÃO MONETÁRIA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PEDIDO DE EXTINÇÃO DO FEITO, EM FACE DE TRANSAÇÃO CELEBRADA ENTRE CREDOR E DEVEDOR. EXTINÇÃO DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ARTIGO 269, III, DO CPC. SENTENÇA DE HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO Requereu a Caixa Econômica Federal - CEF homologação da transação decorrente da adesão do autor acima mencionado ao acordo previsto na Lei Complementar n.º 110/01, nos termos constantes dos documentos juntados aos autos pela instituição bancária antefalada. Brevemente relatados, passo a decidir. A transação é a forma de extinção do litígio que se opera mediante concessões mútuas entre as partes, constituindo-se em autocomposição bilateral da lide. O acordo assim celebrado somente terá eficácia se se tratar de direito disponível e se for homologado pelo Juiz, através de sentença. Na hipótese dos autos, o direito é disponível e o acordo celebrado é lícito, pois tutelado pela lei. POSTO ISSO, em face da composição amigável da lide pela CEF e o autor, homologo a transação entre eles celebrada, extinguindo o presente feito, nos termos do artigo 269, inciso III, do Código de Processo Civil. Sem custas e sem honorários advocatícios, em face da natureza da demanda. Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos, com baixa na Distribuição. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Aracaju, 28 de Abril de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta 2

   

0006483-81.2000.4.05.8500 LUIS SOARES MACHADO (Adv. JOAQUIM DE CALASANS MELO FILHO) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS)

Sentença Tipo "B". Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo n.º 2000.85.00.006483-3 3ª Vara Classe: 1000 Partes: Autor: LUIZ SOARES MACHADO Réu: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SENTENÇA: Vistos etc. A CEF informa que creditou os valores relativos à condenação fixada na sentença, em conta de FGTS de LUIZ SOARES MACHADO, vinculada a este processo e à disposição do Juízo, fls.155, bem como o valor relativo a honorários advocatícios fls.167. Requer a intimação do exeqüente para que se manifeste sobre os cálculos e sobre o crédito realizado, declarando-se solvida a obrigação. Intimada, a parte autora apresentou manifestação concordando com os valores depositados fls.169/169v. POSTO ISSO, satisfeita a obrigação, como demonstrado nos documentos de fls. 155 e 167 e, ante a concordância expressa do exeqüente, fls.169/169v, DECLARO, por sentença, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do Código de Processo Civil. Caso preencha os requisitos exigidos pela Lei nº 8.036/90, para o saque do valor depositado, deve o exequente dirigir-se à CEF, para as providências administrativas pertinentes. Expeça-se alvará judicial em favor do ilustre causidico da parte autora, de modo a possibilitar o saque da importância depósitada pela CEF referente a seus honorários advocatícios de fl.167. Autentique-se a cópia da sentença a ser fornecida à parte autora. Sem custas, em face da natureza da demanda. Transitada em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribuição. Publique-se. Registre-se. Intime-se. Aracaju, 08 de Maio de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta 2

   

AÇÃO SUMÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM SUMÁRIO)

   

0000102-13.2007.4.05.8500 MARCOS MARTINS DOS SANTOS (Adv. CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)

1. Em face da petição de fl. 171, substituo o perito nomeado nestes autos, em decisão de fls. 158/159, pelo Sr. FÁBIO JOSÉ DA SILVA, com endereço à AVENIDA FRANKLIN DE CAMPOS SOBRAL, 1623, Apt. 404, BLOCO B, BAIRRO GRAGERU, CEP: 49027-000, TELEFONES:3232-2294 E 9979-4455, nesta capital. 2. Fixo os honorários periciais no valor máximo da Tabela II, da Resolução n°. 558-CJF de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais deverão ser pagos em conformidade com o art. 3º da aludida Resolução. 3. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justiça, o pagamento dos honorários periciais dar-se-á após o término do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicitação de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado. 4. Aceita a nomeação, deverão ser designados local, data e horário para a realização da perícia, comunicando-se a este Juízo, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante dispõe o artigo 431-A, do CPC. 5. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do exame pericial, para apresentação do laudo. 6. Após, intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem-se acerca do laudo pericial.

   

0008499-03.2003.4.05.8500 JOSE ALMEIDA (Adv. LEAO MAGNO BRASIL JUNIOR, JOAO DARIO DA ROCHA FILHO, FABIO ROSA RODRIGUES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2003.8499-7 - Classe 10000 - 3ª Vara. Ação: Sumária Partes: Autor: José Almeida Réu: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. AUXÍLIO-DOENÇA INDEFERIDO EM RAZÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA DO SEGURADO. PERÍCIA OFICIAL. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. DANO MORAL. INEXISTÊNCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O ATO DO AGENTE PÚBLICO - NEGATIVA DO BENEFÍCIO - E ABALO PSÍQUICO SUPOSTAMENTE SUPORTADO PELO DEMANDANTE. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO SENTENÇA: Vistos etc. JOSÉ ALMEIDA, qualificado na exordial, por seu advogado regularmente constituído, propõe AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em face do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, pretendendo reparação pelo sofrimento físico e constrangimento moral suportado por haver a instituição previdenciária se demorado a conceder o benefício do auxílio-doença a que tinha direito. Afirma que, tendo sofrido acidente de trabalho que o incapacitou para a atividade de rodoviário, protocolou requerimento em 27.12.2002 junto ao INSS pleiteando o aludido benefício, o qual foi indeferido sob o argumento de que estava apto para o trabalho. Esclarece que até obter o benefício do auxílio-doença em 07.07.2003, o que somente aconteceu 7 (sete) meses depois do acidente, viveu em plena miséria haja vista que a empresa para a qual trabalhava, atento a sua situação de saúde e à integridade física dos passageiros, recusou-se a colocá-lo de volta às suas atividades rotineiras. Defende que o reconhecimento da sua incapacidade deveria retroagir à data do sinistro ou, ao menos, à data em que o INSS foi acionado administrativamente, a fim de reparar todos os danos morais que sofreu com o atraso na concessão do benefício e no tempo de serviço que não foi contado durante esses 7 (sete) meses. Requer a procedência do pedido com a condenação do INSS ao pagamento de indenização por danos morais em valor não inferior a 3.120 (três mil, cento e vinte) salários mínimos. Pugna pelo benefício da justiça gratuita. Junta procuração de fl. 09 e documentos de fls. 10/20. À fl. 25, o demandante demonstra que regularizou a representação processual trazendo aos autos a procuração de fl. 26, em atendimento ao despacho de fl. 24. Deferi o benefício da justiça gratuita ao autor, fl. 28 e designei data para a realização de audiência de conciliação e julgamento. Realizada a audiência, o autor requereu prazo para manifestar-se acerca da contestação que foi protocolada em cartório em data anterior. Em contestação de fls. 32/37, o INSS rechaça o pedido deduzido na exordial, alegando que cumpriu fielmente as disposições contidas nos artigos 71 a 80 do Decreto 3.048/99, que regulamenta a previdência e trata da concessão do benefício do auxílio-doença. Assevera que, de acordo com seus registros, o autor sofreu o acidente em 12.12.2002 e somente deu entrada no requerimento do benefício em 07.07.2003, passando a submeter-se ao procedimento administrativo, no qual a perícia concluiu, naquele momento, pela capacidade do autor para o trabalho. Refuta a ocorrência do dano moral pleiteado, argumentando que o indeferimento do benefício se deu em conformidade com a lei, através de conclusão obtida em regular procedimento, baseado em laudo técnico pericial, não se podendo atribuir ao Poder Público qualquer lesão ao direito do autor. Afirma que, se prejuízo houve, este foi apenas de ordem material, imposto ao autor em razão da lei, haja vista que não se configurou qualquer violação à esfera íntima do beneficiário. Acrescenta que o autor não apresentou qualquer excludente de responsabilidade que justifique a atribuição da responsabilidade civil do órgão previdenciário, especialmente no que se refere ao dano moral. Pede a improcedência do pedido. Na hipótese de procedência do pedido, requer a fixação dos honorários advocatícios consoante o disposto no artigo 20, parágrafos 3º, 4º e 5º do CPC, em percentual inferior a 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, não devendo, também, incidir sobre prestações vincendas, a teor da Súmula 111 do Superior Tribunal de Justiça - STJ. Em petição de fl. 42, pede a juntada dos documentos de fls. 43/61. Réplica apresentada às fls. 65/69, fazendo acompanhar os documentos de fls. 70/79. As partes não quiseram produzir provas em audiência. Vieram-me os autos conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. ASSIM, DECIDO. Pretende o demandante indenização, a título de danos morais, em razão de não lhe ter sido concedido, imediatamente, o benefício do auxílio doença a que tinha direito em face da sua incapacidade para desenvolver atividades laborativas. Extrai-se dos autos que o postulante protocolou pedido de concessão do benefício previdenciário pretendido, junto ao INSS, em 23.01.2003, o qual foi indeferido porquanto a Perícia Médica do órgão, fl. 13, não constatou a alegada incapacidade, decisão esta proferida em primeira instância e confirmada, em grau de recurso, pelo Conselho de Recursos da Previdência Social, em 06.05.2003. Inconformado, o suplicante ingressou com novo requerimento, em 07.07.2003, que foi julgado procedente, em 18.08.2003, baseado, dessa vez, em nova perícia que reconheceu a sua incapacidade para o trabalho. Observa-se que, apesar do curto lapso temporal entre a decisão que denegou o benefício ao autor e aquela que lhe concedeu, é de salientar que ambas foram lastreadas em prova pericial realizada por Médico Oficial que, a partir de exame realizado no segurado, concluiu de forma divergente, nas duas ocasiões, acerca das condições físicas e da possibilidades de retorno do postulante ao trabalho. A perícia médica realizada pelo INSS possui o caráter público de presunção de legitimidade e só pode ser afastada por vigorosa prova em sentido contrário. No caso dos autos, o autor limitou-se a dizer que, após haver sofrido acidente de trabalho, ficou incapacitado para exercer suas atividades como rodoviário e sequer juntou atestados médicos que comprovassem tal condição, devendo prevalecer, portanto, a conclusão administrativa da primeira perícia realizada, ainda que seu efeito tenham sido demasiadamente transitório. É nesse sentido a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a seguir colacionada: "PREVIDENCIÁRIO. RESTABELECIMENTO DE AUXÍLIO-DOENÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS. - Inexistência de prova apta a abalar a conclusão da perícia médica realizada pelo INSS, que indeferiu o restabelecimento do benefício de auxílio-doença. - Apesar dos exames e declarações médicas demonstrarem ser a agravante portadora de enfermidades, não comprovam a sua incapacidade laborativa e necessidade de afastamento de suas atividades. - É de se dar crédito à perícia médica realizada pelo INSS, que concluiu pela inexistência de incapacidade, porquanto goza da presunção de legitimidade inerente aos atos administrativos. - Agravo de instrumento a que se nega provimento." (AG 282929 - 8ª T/SP - Relª. Juíza Ana Pezarini - DJU 12.09.2007, pág. 351) A presunção de legitimidade de tal ato administrativo se coaduna perfeitamente com a norma do artigo 333, I, do Código de Processo Civil, que incumbe à parte autora o ônus da prova, quanto aos fatos constitutivos do seu direito. Não sendo infirmada tal presunção pelos elementos trazidos aos autos, há de prevalecer o ato administrativo. Ademais, para que se configure a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público - responsabilidade objetiva - há necessidade da presença de três requisitos básicos, quais sejam, o dano, a ação administrativa e o nexo causal entre eles. Ausente um dos três elementos, não se configura a responsabilidade e, em conseqüência, indevida a indenização do dano moral alegado. No caso dos autos, não restou configurada a presença de todos estes requisitos, eis que o ato administrativo denegatório do benefício pugnado foi praticado em harmonia com o princípio da legalidade norteador do Direito Administrativo. O réu, ao negar o aludido benefício, o fez baseado em perícia médica que atestou a capacidade laborativa do autor, agindo, dessa forma, em conformidade com a lei e nos limites do exercício regular de seu direito. Verifico, outrossim, que não há nexo de causalidade entre o ato do agente público - negativa do benefício do auxílio-doença - e o abalo psíquico supostamente suportado pela recorrente. O indeferimento do benefício na via administrativa, por si só, não implica direito à indenização. Destarte, ausente a comprovação de ofensa ao patrimônio subjetivo da autora, bem como do ato administrativo ter sido desproporcionalmente desarrazoado, inexiste direito à indenização por dano moral. POSTO ISSO, julgo improcedente o pedido formulado pelo autor, na forma da fundamentação acima esposada. Deixo de condená-lo ao pagamento de custas processuais e de honorários advocatícios, em face do benefício da gratuidade da justiça que lhe foi deferido à fl. 28. P.R.I Aracaju, 24 de Abril de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta Sentença Tipo "A". Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. 4 6

   

EXECUÇÃO DE SENTENÇA

   

0001799-79.2001.4.05.8500 UNIÃO FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE) x NILSON DE SOUZA GAMA E OUTRO (Adv. RODRIGO DE LIMA FILHO)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo n.º 2001.85.00.001799-9 - Classe 05019 - 3ª Vara. Ação: Usucapião Partes: Autor: NILSON DE SOUZA GAMA Réu: UNIÃO FEDRAL PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA EQUIVALENTE À RENÚNCIA AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DO ART. 794, III, c/c ART. 795, DO CPC. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. SENTENÇA: Vistos, etc. Promoveu a UNIÃO FEDRAL a Execução da Sentença em face de NILSON DE SOUZA GAMA, relativa à condenação da verba honorária firmada na sentença de fls. 87/90. À fl. 115, a UNIÃO FEDERAL requer a desistência da presente execução. É O RELATÓRIO. DECIDO. O pedido de desistência formulado pela UNIÃO FEDERAL equivale à renúncia ao crédito decorrente da sucumbência, direito que lhe assiste, como postulado na petição de fls. 96/97. POSTO ISSO, declaro extinta a execução, ex vi do art. 794, inciso III, combinado com o art. 795, do Código de Processo Civil. Sentença Tipo "B". Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. Transitada em julgado esta sentença, arquivem-se os autos, com baixa na Distribuição. P.R.I. Aracaju, 07 de Abril de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta 3ª Vara 3ª Vara

   

0006498-65.1991.4.05.8500 JOSE ALVES LINS (Adv. JOAQUIM GONCALVES NETO) x UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) (Adv. HELIO ROBERTO SILVEIRA PAES(FN))

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 91.6498-0 - 3ª Vara Classe: 1000 - Ação Ordinária Partes: Autora: José Alves Lins Réu: União Federal PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SENTENÇA Vistos etc. JOSÉ ALVES LINS promoveu Execução da Sentença em face da UNIÃO FEDERAL, visando ao pagamento do valor relativo à condenação principal e aos honorários de sucumbência, fls. 62. Julgados os Embargos à Execução promovidos pela União e fixado o valor da execução, foi expedida a Requisição de Pequeno Valor - RPV, fl. 99, tendo ocorrido o efetivo pagamento, conforme documentos fls. 105/106. Intimada, a parte autora nada mais requereu, fl. 110. POSTO ISSO, satisfeita a obrigação, como demonstrado nos comprovantes de fls. 105/106, DECLARO, por sentença, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do Código de Processo Civil. Transitada em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribuição. P.R.I. Aracaju, 30 de abril de 2008. Juiz Edmilson da Silva Pimenta 2 2

   

EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL

   

0000327-33.2007.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. CLÁUDIA TELES DA PAIXÃO ARAÚJO) x ORLANDO RODRIGUES DOS SANTOS (Adv. SEM ADVOGADO)

EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL PROCESSO: 2007.85.00.000327-9 AUTOR: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF RÉU: ORLANDO RODRIGUES DOS SANTOS ATO ORDINATÓRIO (PROVIMENTO N°. 02/2000 - CR - TRF - 5ª REGIÃO) Vista à CEF, acerca da certidão de fl. 21. Aracaju, 06 de maio de 2008. Tereza Maria Moreira Analista Judiciário

   

MANDADO DE SEGURANÇA

   

0000175-82.2007.4.05.8500 COMERCIAL SANTO AGOSTINHO LTDA (Adv. JOSE EDUARDO DORNELAS SOUZA, JOSE RILTON TENORIO MOURA) x DELEGADO DA RECEITA FEDERAL ARACAJU/SE (Adv. SEM PROCURADOR)

Processo n° 2007.85.00.000175-1- Classe 126 - 3ª Vara Ação: Mandado de Segurança Partes: Impetrante: Comercial Santo Agostinho Impetrado: Delegado da Receita Federal do Brasil em Aracaju/SE TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS E COFINS. ICMS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO. LEGALIDADE. PRELIMINAR DE COISA JULGADA. ACOLHIMENTO. EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. SENTENÇA COMERCIAL SANTO AGOSTINHO impetrou o presente Mandado de Segurança Preventivo contra ato coativo na iminência de ser praticado pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM ARACAJU, postulando a compensação dos créditos acumulados com os débitos vencidos e/ou vincendos da COFINS, do PIS, da CSSL e do IRPJ, decorrentes da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS. Informa a Impetrante que recolhe COFINS e PIS, estando nas bases de cálculos de tais tributos o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS, o que não poderia ocorrer, já que tal imposto não pode ser enquadrado no conceito de faturamento. Sustenta, valendo-se de ensinamentos doutrinários e precedentes jurisprudenciais, ser indevida tal inclusão. Requer provimento jurisdicional que declare o direito à compensação dos seus créditos acumulados decorrentes da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS nos últimos dez anos. Juntou procuração e documentos de fls. 27/59. Custas pagas à fl. 60. Reservei-me, à fl. 61, para apreciar a medida liminar após as informações do impetrado. Nas fls. 68/79, a autoridade dita coatora prestou suas Informações, argüindo, preliminarmente, a coisa julgada em relação ao processo nº 2002.85.000.5075-2 que tramitou nesta 3ª Vara; ausência de prova pré-constituída, devendo o processo ser extinto, sem julgamento do mérito, quanto ao pedido de compensação, uma vez que a impetrante não acostou aos autos os DARF's de recolhimentos das contribuições PIS/COFINS. No mérito, alega que o ICMS integra o conceito de faturamento e, via de conseqüência, a base de cálculo do PIS e da COFINS, bem assim que não há possibilidade de compensação sem o crivo do Judiciário ou da administração, antes do trânsito em julgado. Junta os documentos de fls. 81/120. Medida liminar indeferida à fl. 121. Instado a se manifestar, o ilustre representante do Ministério Público Federal pugna, à fls. 137, pelo prosseguimento do feito. É o relatório. Decido. De início, examinarei a preliminar de coisa julgada suscitada pela impetrada em suas Informações de fls. 68/79. Colho da ilustre sentença prolatada pelo MM. Juiz Carlos Rebelo Junior no processo nº 2002.85.00.005075-2, in verbis: "Em suma, pretende a impetrante a exclusão do ICMS da base de cálculo da contribuição para o PIS e para a COFINS. A contribuição pra o Programa de Integração Social e para o financiamento da seguridade social elegeu o faturamento como base de cálculo, tendo seu conceito delimitado na lei: considera-se faturamento a receita bruta, como definida pela legislação do imposto de renda, proveniente da venda de bens nas operações de conta própria, do preço dos serviços prestados e do resultado auferido nas operações de conta alheia. ICTU OCULI, os valores que adentrarem na contabilidade da empresa pela venda de mercadorias e/ou prestação de serviços compõem a base de cálculo do PIS e da COFINS, inexistindo previsão legal que autorize a exclusão da importância destinada ao pagamento do ICMS da referida base de cálculo. (...)" (fl.93) Vê-se, ainda, que o relator do acórdão da AMS nº 89783/SE, Desembargador Federal Francisco Wildo, resume o pleito da Comercial Santo Agostinho Ltda. de forma idêntica ao pedido formulado no presente writ, como se vê a seguir: "COML SANTO AGOSTINHO LTDA interpõe apelação de sentença denegatória da segurança pretendendo ver reconhecido o direito de não se submeter à incidência do PIS e da COFINS sobre o valor do ICMS incidente sobre as operações de venda e a conseqüente compensação dos valores que foram recolhidos indevidamente. Sustenta que o valor relativo ao ICMS destacado em suas notas fiscais de venda não é receita sua, mas do Estado. (...)" (fl.82) Decidiu o colendo tribunal, no processo acima referido, pela legalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, restando prejudicado a análise da compensação pleiteada. Verifica-se, assim, a ocorrência da coisa julgada, uma vez que a causa de pedir e o objeto do pedido do presente mandamus constituem repetição de idêntico pedido e causa de pedir formulados no Mandado de Segurança nº 2002.5075-2, julgada improcedente e já acobertada pela coisa julgada material, porquanto a decisão proferida neste feito já transitou em julgado, conforme sentença, acórdão e certidão transladada à fl. 149 dos referidos autos. Pelo exposto, e ante aos argumentos expendidos, extingo o processo, sem julgamento de mérito, com fulcro no art. 267, inciso V, do Código de Processo Civil. Condeno a impetrante ao pagamento das custas processuais. Sem honorários advocatícios, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal na Súmula n.º 512. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Aracaju, 25 de abril de 2008. JUIZ EDMILSON DA SILVA PIMENTA ?? ?? ?? ?? 4 PROCESSO N° 2006.85.00.004468-0 2007.175-1 Sentença Tipo "C". Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF.

   

0000749-81.2002.4.05.8500 EMPRESA NOSSA SENHORA DE FATIMA LTDA (Adv. ANDREA LICIA OLIVEIRA TEODORO, EVALDO FERNANDES CAMPOS) x DIRETOR DE ARRECADACAO E FISCALIZACAO DO INSS-SE (Adv. SEM ADVOGADO) x INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA - INCRA (Adv. AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INCRA)

Em face da descida dos autos, aguarde-se a iniciativa da parte interessada por até 15 (quinze) dias. Inexistindo manifestação, dê-se baixa na distribuição e sejam os autos arquivados, até ulterior deliberação, certificando-se.

   

0001350-77.2008.4.05.8500 J C COMERCIO DE RAÇÕES LTDA (Adv. ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR) x CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA-CRMV-SE (Adv. ALDO CARDOSO COSTA)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe - Terceira Vara Processo nº 2008.85.00.001350-2- Classe 126 - 3ª Vara. Ação: Mandado de Segurança Partes: Impte.: J. C. COMÉRCIO DE RAÇÕES LTDA Impdo: PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SERGIPE ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA. EMPRESA QUE ATUA NO COMÉRCIO VAREJISTA DE ANIMAIS VIVOS E DE ARTIGOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO. REGISTRO DE ESTABELECIMENTO E CONTRATAÇÃO DE MÉDICO VETERINÁRIO. DESNECESSIDADE. LEI N. 5.517/68, ARTS. 5º, 6º E 28. ART. 1º. DA LEI N. 6.839/80. MEDIDA LIMINAR DEFERIDA PARA PROIBIR ESSAS EXIGÊNCIAS E VEDAR AUTUAÇÕES E IMPOSIÇÕES DE MULTA. DECISÃO: Vistos etc. J. C. COMÉRCIO DE RAÇÕES LTDA, qualificada na exordial e por seu advogado regularmente constituído, ingressa com Mandado de Segurança com pedido de medida liminar, contra ato do PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SERGIPE-CRMV/SE, que vem exigindo, à impetrante, a manutenção de um médico veterinário em seu estabelecimento e inscrição no referido órgão, com recolhimento de anuidades. Esclarece a impetrante que é uma empresa que atua no comércio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação. Alega que a Lei nº 5.517/68 impõe às empresas que exercem atividades atinentes à medicina veterinária a obrigatoriedade de se registrarem no CRMV respectivo, bem como a manutenção de um médico veterinário como responsável técnico pela atividade, sob pena de autuação, com imposição de multa. Sustenta que não exerce função compatível com a medicina veterinária, não se enquadrando, portanto, na exigência legal às empresas que exercem atividades peculiares à medicina veterinária. Requer a concessão de medida liminar para que a autoridade coatora abstenha-se de exigir a inscrição da requerente no aludido Conselho, cancelando qualquer inscrição realizada pelo próprio órgão de classe que porventura exista, bem como de exigir a contratação de profissional habilitado no CRMV/SE, declarando nulos quaisquer autos de infração que, eventualmente, tenham sido expedidos com fundamento na Lei nº 5.517/68. Junta a procuração e os documentos de fls. 16/29. Custas pagas, à fl. 30. RELATADOS, DECIDO. Cumpre-me examinar se a impetrante está ou não obrigada a manter, em seu estabelecimento, um médico-veterinário para exercer as suas atividades comerciais, ou seja, na compra e venda de diversos produtos, entre eles, rações para uso animal e de se registrar perante o CRMV, efetuando o recolhimento das anuidades pertinentes a tal registro. Analisando o texto da Lei nº 5.517, de 23.10.68, não vislumbro à primeira vista, a obrigatoriedade da suplicante ter em seu quadro de pessoal o mencionado profissional, haja vista que a exigência nele reportada limita-se a estabelecimentos que tenham por objetivo exclusivo a indústria animal, categoria na qual não está inserida a empresa requerente. Por sua vez, a Lei n.º 5.634, de 2 de dezembro de 1970, alterou a redação do art. 27 da lei anteriormente citada, dispondo: "As firmas, associações, companhias, cooperativas, empresas de economia mista e outras que exercem atividades peculiares à medicina veterinária previstas pelos artigos 5º e 6º da Lei n.º 5.517, de 23 de outubro de 1968, estão obrigadas a registro nos Conselhos de Medicina Veterinária das regiões onde funcionarem." Entendo que a acionante está desobrigada do cumprimento das exigências acima mencionadas, eis que não se caracteriza como entidade que exerce atividades peculiares à medicina veterinária. A esse respeito, em recente decisão, assim se posicionou o Egrégio TRF da 5ª. Região: "ADMINISTRATIVO. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA. EMPRESA DO COMÉRCIO VAREJISTA DE ANIMAIS, RAÇÕES E PRODUTOS VETERINÁRIOS. DESNECESSIDADE DE REGISTRO. 1. Nos termos do art. 27, da Lei n. 5.517/68, com a redação dada pela Lei n. 5.634/70, são obrigadas a efetivar registro no Conselho de Medicina Veterinária as empresas "que exercem atividades peculiares à medicina veterinária", assim entendidas as descritas nos arts. 5o e 6o da lei em comento. 2. O comércio de animais, de rações e de produtos veterinários não é atividade privativa de médico veterinário, pois não se confunde com o exercício da clínica médica veterinária. Precedentes do STJ. 3. O art. 9º do Decreto n. 64.704, de 17 de junho de 1969, ao determinar o registro, no CRMV, das empresas "cuja atividade requer a participação de médico veterinário" exorbitou os limites da regulamentação. 4. Resta igualmente eivada de ilegalidade a Resolução n. 592 - CFMV, de 26 de junho de 1992, ao considerar atividade peculiar à medicina veterinária, para fins de registro nos respectivos Conselhos Regionais, a comercialização de produtos de uso animal, de rações para animais, de peixes ornamentais, de animais domésticos etc. 5. Não obstante os Decretos n. 1.662/95 e n. 5.053/2004 imponham aos comerciantes de medicamentos veterinários a supervisão de responsável técnico, médico veterinário, não determina que se registrem no Conselho da categoria. 6. Apelação e remessa oficial improvidas.- TRIBUNAL - QUINTA REGIAO - AMS - 89007 - Processo: 200480000010879 UF: AL Órgão Julgador: Segunda Turma - TRF500091783 - DJ -14/03/2005 - Página::802 - Nº::49 - Relator(a) Desembargador Federal Francisco de Barros e Silva" Também o Colendo Superior Tribunal de Justiça assim decidiu: "ADMINISTRATIVO - CONSELHO PROFISSIONAL - ARMAZÉM DE MERCADORIAS DIVERSAS, DENTRE AS QUAIS ARTIGOS AGROPECUÁRIOS. 1. A Lei 6.839/80 e a jurisprudência entendem que o registro em Conselho Profissional observa a atividade preponderante em cada caso. 2. A Lei 5.517/68, nos artigos 5º e 6º, elenca as atividades privativas do médico veterinário, não estando ali incluídos os estabelecimentos que vendem mercadorias agropecuárias. . Recurso especial improvido. - Relator(a): ELIANA CALMON STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - RESP - 447844 - Proc: 200200797473 - UF:RS-SEGUNDA TURMA - Documento: STJ000513433 - DJ DATA:03/11/2003 PÁGINA:298" Presente, assim, a relevância do fundamento do pedido, à luz dos argumentos expendidos pela autora e da jurisprudência pátria, além de concorrer o perigo na demora da decisão, uma vez que a impetrante estará sujeita à fiscalização e imposição de multas, defiro a medida liminar requestada, para determinar ao impetrado que se abstenha de exigir o registro da empresa acionante no CRMV/SE, bem assim a contratação de médico-veterinário, e o pagamento de anuidades, vedada a imposição de multas baseadas nas exigências aqui guerreadas. Notifique-se a autoridade coatora para que cumpra, imediatamente, esta decisão e preste as Informações de estilo, no prazo e na forma do art.7º, incisos I e II, da Lei n. 1.533/51. Com a chegada das informações, vista ao Ministério Público Federal, para o seu douto pronunciamento. Intimem-se. Aracaju, 26 de maio de 2008 Juiz Edmilson da Silva Pimenta. 4 Processo nº 2008.85.00.001350-2 - Classe126 - 3ª Vara. - 2 -

   

0001653-91.2008.4.05.8500 CENTRAL REFRIGERAÇÃO LIMITADA E OUTRO (Adv. NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES, RODRIGO OTÁVIO ACCETE BELINTANI, FRANCISCO LUIS GADELHA SANTOS, DIEGO CARNEIRO TEIXEIRA) x DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - DRF - EM ARACAJU/SE (Adv. PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL EM SERGIPE - PGFN/SE)

Vistos, etc... Por cautela, reservo-me para apreciar a medida liminar requerida após as informações do impetrado, quando melhor delineado estará o panorama da lide, ensejando o exame dos requisitos que a autorizam e, sobretudo, em homenagem ao Princípio do Contraditório. Notifique-se a autoridade coatora para que preste as informações de estilo, no prazo e na forma do art. 7º, inciso I, da Lei nº 1.533/51. Intimem-se.

   

0001660-83.2008.4.05.8500 SINDSFUSE - SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE NO ESTADO DE SERGIPE (Adv. ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR, GILMARA CALAÇA DIAS) x DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DA FUNASA - FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAUDE (Adv. SEM ADVOGADO)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe 3ª Vara Federal _____________________________________________________________________________________ PROCESSO N° 2008.85.00.001660-6 CLASSE 126 - MANDADO DE SEGURANÇA. IMPETRANTE: SINDSFUSE - SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE NO ESTADO DE SERGIPE IMPETRADO: DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DA FUNASA PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA ABSOLUTA, ESTABELECIDA EM RAZÃO DA CATEGORIA FUNCIONAL E DA SEDE FUNCIONAL DA AUTORIDADE COATORA. DECLÍNIO DA COMPETÊNCIA. DECISÃO O SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - SINDSFUSE ingressa com o presente mandamus em face do DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DA FUNASA, requestando, em sede de liminar, o pagamento da ajuda de custa nominada "indenização de campo", instituída pelo Decreto nº 99.632/90 e consolidada pela Lei nº 8.216/91. Junta procuração e documentos1. É um breve relato. Decido. Como ponto primordial que é para o válido e eficaz desenrolar da marcha processual, a fixação da competência, nos casos em que a lei autorize a sua apreciação de ofício, pode se dar em qualquer fase do processo. Pois bem. A competência para processar e julgar o writ é estabelecida em razão da categoria funcional da autoridade impetrada e da sede funcional da aludida autoridade. Na hipótese dos autos, a autoridade coatora possui domicílio em Brasília/DF, sendo imperiosa a remessa dos autos para Seção Judiciária do Distrito Federal. Eis o entendimento jurisprudencial dos nossos Tribunais: "PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA ABSOLUTA. AUTORIDADE IMPETRADA. A competência para julgamento de mandado de segurança é definida de acordo com a categoria e a sede funcional da autoridade impetrada, tratando-se, nestes termos, de competência absoluta e, como tal, improrrogável. Recurso conhecido e provido. STJ - Classe RESP - 257556 - Processo 200000426296 - UF: PR - Quinta Turma - Data da decisão - 11/09/2001 - Data DJ: 08/10/2001 - Pág. 239 - Relator: Félix Fisher." À vista dessas razões, declino da competência em favor de uma das varas da Justiça Federal - Seção Judiciária do Distrito Federal. Remetam-se os autos à Distribuição para a devida baixa, encaminhando-se o feito a douta Seção Judiciária do Distrito Federal. Publique-se. Intimem-se. Aracaju, 02 de junho de 2008. Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal 1 Fls. 19/53. ?? ?? ?? ?? 2 Proc. 2008.85.00.001660-6

   

EXECUÇÃO CONTRA FAZENDA PÚBLICA

   

0000002-78.1995.4.05.8500 ROSANGELA MARIA DANTAS (Adv. MARIA LUIZA CARDOSO COELHO, JOSE HUMBERTO CARVALHO S. JUNIOR) x FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA (Adv. LEANDRO DOS SANTOS RODRIGUES CAMPOS)

1. Traslade-se, para o presente feito, cópia da certidão de trânsito em julgado da sentença proferida nos autos de embargos à execução (proc. nº 2001.85.00.005476-5). 2. Dê-se vista à parte executada para, em cinco dias, manifestar-se acerca da atualização dos cálculos constantes das planilhas de fls. 389/392. 3. Após, expeça-se o requisitório, com as cautelas de praxe, enviando-o ao egrégio TRF da 5ª Região, intimando-se as partes para acompanhá-lo, querendo. 4. Aguarde-se o pagamento.

   

0000260-73.2004.4.05.8500 ANTONIO CARDOSO DE OLIVEIRA FILHO (Adv. JOSE MELO SANTOS, ISLA DE OLIVEIRA ALMEIDA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARCELO HORA PASSOS)

Recebo a(s) apelação(ões), declarando-lhe(s) ínsitos os efeitos suspensivo e devolutivo. Intime(m)-se o(s) apelado(s) para apresentar(em) suas contra-razões, querendo, no prazo de quinze dias. Com ou sem resposta, certificando-se, remetam-se os autos ao Egrégio TRF da 5ª Região, com as cautelas de praxe. Intimem-se.

   

0002010-42.2006.4.05.8500 MARIA AUXILIADORA VIEIRA LIMA (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)

1. Em face da certidão acima, substituo o perito nomeado nestes autos, na fl. 82, pelo Dr. ANTÔNIO CARLOS FREITAS MOURA, com endereço na AVENIDA SILVIO TEIXEIRA, 230, Ed. BIARRITZ, Apt.1104, JARDINS, TEL.: 3224 2831, nesta capital. 2. Fixo os honorários periciais no valor máximo da Tabela II da Resolução n°. 558-CJF, de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais deverão ser pagos em conformidade com o art. 3º da aludida Resolução. 3. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justiça, o pagamento dos honorários periciais dar-se-á após o término do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicitação de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado. 4. Aceita a nomeação, deverão ser designados local, data e horário para a realização da perícia, comunicando-se a este Juízo, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante dispõe o artigo 431-A do CPC. 5. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do exame pericial, para apresentação do laudo. 6. Após, intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem-se acerca do laudo pericial.

   

0004600-36.1999.4.05.8500 INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. SILVIA HELENA PARABOLI M. MALUF) x JOSE PEREIRA DE ANDRADE (Adv. JOSE ADILSON CRUZ)

EMBARGOS A EXECUÇÃO PROCESSO: 99.0004600-5 EMBARGANTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS EMBARGADO: JOSE PEREIRA DE ANDRADE ATO ORDINATÓRIO (PROVIMENTO N°. 02/2000 - CR - TRF - 5ª REGIÃO) Vista às partes, acerca da certidão e dos cálculos de fls. 77/78, no prazo de 05 (cinco) dias. Aracaju, 30 de maio de 2008. Tereza Maria Moreira Analista Judiciário

   

0004784-84.2002.4.05.8500 REINALDO RABELO DE MORAES (Adv. ILTON MARQUES DE SOUZA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)

Recebo a apelação em seu efeito devolutivo. Intime-se o(a) apelado(a) para contra-arrazoar, querendo, no prazo legal. Transcorrido o prazo supra, com ou sem resposta, subam os autos ao Egrégio TRF da 5ª Região com as nossas homenagens.

   

0006076-36.2004.4.05.8500 LUIZ ALBERICO NUNES DA CONCEICAO (Adv. JOSE MELO SANTOS) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARCOS ANTONIO RIBEIRO SILVA GALDINO)

Recebo a(s) apelação(ões), declarando-lhe(s) ínsitos os efeitos suspensivo e devolutivo. Intime(m)-se o(s) apelado(s) para apresentar(em) suas contra-razões, querendo, no prazo de quinze dias. Com ou sem resposta, certificando-se, remetam-se os autos ao Egrégio TRF da 5ª Região, com as cautelas de praxe. Intimem-se.

   

EMBARGOS À EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA 

   

0001632-52.2007.4.05.8500 UNIÃO FEDERAL (Adv. ADELAIDE ELISABETH CARDOSO C. DE FRANÇA) x SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERV PUBL FEDERAL NO EST DE SE-SINTSEP (Adv. LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA)

CONCLUSÃO Processo nº 2007.85.00.001632-8 Faço estes autos conclusos ao MM. Juiz Federal da 3a. Vara, Dr. Edmilson da Silva Pimenta, do que, para constar, lavro este termo. Aracaju, 28/04/2008 ____________________________________ Sílvia Patrícia C. P. Paixão Analista Judiciário. Manifeste-se a embargante, no prazo de 5 (cinco) dias, quanto à petição de fls. 32/33. Havendo divergência de cálculos, encaminhem-se ao Contador do Juízo, devendo apresentar os demonstrativos necessários, para dirimir a controvérsia, intimando-se as partes para se manifestarem em 5 (cinco) dias, sobre os cálculos do Contador Oficial. Após, voltem-me os autos conclusos. Aracaju, 28 / 04 / 2008. Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal - 3ª Vara D A T A Foram-me entregues estes autos com o respeitável despacho supra. Aracaju, _____ de _______________ de 2008. _______________________________ Servidor da 3ª Vara.

   

0004187-42.2007.4.05.8500 UNIÃO FEDERAL (Adv. FERNANDA TEIXEIRA LEITE) x IZABEL FONSECA SANTOS (Adv. LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2007.85.00.004187-6 Classe 05005 - 3ª Vara Ação: Embargos à Execução Partes: Embargante: UNIÃO FEDERAL Embargado: IZABEL FONSECA SANTOS PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÁLCULOS APRESENTADOS PELO EMBARGANTE E ACATADOS PELO EMBARGADO. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. SENTENÇA Vistos etc. A UNIÃO FEDERAL opõe EMBARGOS À EXECUÇÃO que lhe promove IZABEL FONSECA SANTOS, qualificada nos autos, visto que não concorda com o valor objeto da execução por ser excessivo, devendo ser fixado o valor de R$ 3.478,45 (três mil, quatrocentos e setenta e oito reais e quarenta e cinco centavos), conforme planilha acostada nas fls. 05/13 dos autos. A embargada, ao se manifestar à fl. 17, aduz que concorda com os cálculos apresentados pela Embargante. Vieram-me os autos conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. ASSIM, DECIDO. A União Federal alegou, às fls. 02/04, incorreção nos cálculos apresentados pela exeqüente/embargada. Esta, por sua vez, concorda expressamente com o valor proposto pela Embargante, restando pacificada a quantia a ser executada. Posto isso, fixo o valor objeto da execução da sentença em R$ 3.478,45 (três mil, quatrocentos e setenta e oito reais e quarenta e cinco centavos), sendo R$ 3.162,23 (três mil, cento e sessenta e dois reais e vinte e três centavos), referentes ao principal, e R$ 316,22 (trezentos e dezesseis reais e vinte e dois centavos) referentes aos honorários advocatícios. Condeno a embargada ao pagamento da verba honorária advocatícia, que arbitro em 5% (cinco por cento) sobre a diferença apurada entre os valores oferecidos à execução e o montante final apurado como devido. Sem condenação ao pagamento das custas processuais, nos termos do art. 7º, da Lei nº 9.289/96. Traslade-se cópia desta sentença, dos cálculos apresentados às fls. 05/13 e da certidão do trânsito em julgado, quando houver, para o feito principal. Publique-se. Registre-se. Intimem-se Aracaju, 27 de março de 2008 Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal Sentença Tipo "B" Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. 1

   

0004629-08.2007.4.05.8500 CEFET/SE (Adv. GISELA B CAMPOS FERREIRA) x SINTSEP (Adv. JOAO SANTANA FILHO)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2007.85.00.004629-1 Classe 05005 - 3ª Vara Ação: Embargos à Execução Partes: Embargante: Escola Técnica Federal de Sergipe - CEFET/SE Embargado: Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal de Sergipe- SINTSEP/SE PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÁLCULOS APRESENTADOS PELO EMBARGANTE E ACATADOS PELO EMBARGADO. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. SENTENÇA Vistos etc. A CEFET/SE, qualificada na proemial, opõe EMBARGOS À EXECUÇÃO que lhe promove o SINTSEP/SE, também qualificado nos autos, visto que não concorda com o valor objeto da execução por ser excessivo, devendo ser fixado o valor de R$ 833,47 (oitocentos e trinta e três reais e quarenta e sete centavos), conforme cálculo de liquidação de sentença acostado na fl. 04 dos autos. O embargado, ao se manifestar à fl. 07, aduz que concorda com os cálculos apresentados pela Embargante. Vieram-me os autos para sentença. É O RELATÓRIO. ASSIM, DECIDO. A CEFET/SE alegou, às fls. 02/03, incorreção nos cálculos apresentados pelo exeqüente/embargado. Este, por sua vez, concorda expressamente com o valor proposto pela Embargante, restando pacificada a quantia a ser executada. Posto isso, fixo o valor objeto da execução da sentença em R$ 833,47 (oitocentos e trinta e três reais e quarenta e sete centavos), referentes aos honorários advocatícios. Sem condenação em honorários advocatícios, vez que a diferença entre o valor requerido pelo exeqüente e o ofertado pela embargante é insignificante. Sem condenação ao pagamento das custas processuais, nos termos do art. 7º, da Lei nº 9.289/96. Traslade-se cópia desta sentença, dos cálculos apresentados à fl. 04 e da certidão do trânsito em julgado, quando houver, para o feito principal. Publique-se. Registre-se. Intimem-se Aracaju, 27 de março de 2008 Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal Sentença Tipo "B" Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. 1

   

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

   

0000567-95.2002.4.05.8500 INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA) x ILARIO CRISPIM DOS SANTOS (Adv. MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2002.85.00.000567-9 - Classe 05005 - 3ª Vara Ação: Embargos à Execução Partes: Embargante: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS Embargado: ILÁRIO CRISPIM DOS SANTOS PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EQUÍVOCO NOS CÁLCULOS APRESENTADOS PELAS PARTES. MANIFESTAÇÃO DO CONTADOR DO JUÍZO DIRIMINDO A CONTROVÉRSIA. PARCIAL PROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS. SENTENÇA Vistos etc. O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, qualificado na exordial, opõe EMBARGOS À EXECUÇÃO que lhe promove ILÁRIO CRISPIM DOS SANTOS, também qualificado nos autos, alegando que os valores apresentados pelo exeqüente seriam excessivos. Pede a procedência dos embargos, para que seja fixado o valor a executar em R$138.314,42 (cento e trinta e oito mil, trezentos e quartoze reais e quarenta e dois centavos). Às fls. 08/10, junta os cálculos que entende devido. O embargado manifesta-se às fls. 18/19, afirmando que os cálculos por ele apresentados foram elaborados em conformidade com o comando sentencial, postulando que a execução seja mantida e incida sobre o valor de R$ 377.023,68 (trezentos e setenta e sete mil, vinte e três reais e sessenta e oito centavos), consoante planilha anexada nas fls. 59/62 dos autos principais. Remetidos os autos ao Contador do Juízo, este certifica, à fl. 21, que os cálculos de ambas as partes apresentam imprecisões, e elabora planilha de cálculo que entende ser correta, fls. 22/28. Instados a se manifestarem acerca das conclusões do Contador Judicial, o embargado se opõe aos cálculos apresentados, fls. 33/35, pleiteando que a execução incida sobre o valor de R$ 308.622,13 (trezentos e oito mil, seiscentos e vinte e dois reais e treze centavos), conforme planilha acostada nas fls. 36/38, ao passo que o INSS não se manifestou sobre os cálculos elaborados pelo Contador, de fls. 21/28. À fl. 47, face à discrepância entre os valores apresentados pelo Contador Judicial e aqueles apresentados pelo embargado, os autos foram remetidos novamente à Contadoria. Este, às fls. 48/50, ratifica os cálculos de fls. 22/28, por estarem em conformidade com a sentença, ora em execução. Vieram-me os autos conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. ASSIM, DECIDO. Exsurge dos autos, como demonstrado pelo Contador do Juízo, que os cálculos de ambas as partes apresentam incorreções. Após rigorosa apuração efetivada pelo Contador Judicial, este concluiu que o valor da dívida a executar é aquele apurado na planilha de fls. 22/28. Destarte, julgo a presente lide baseado nos cálculos apresentados pelo Contador Judicial, a quem compete, como órgão auxiliar do juízo, oferecer subsídios à solução da controvérsia, cujo caráter é eminentemente aritmético, homologando a conta de liquidação por ele elaborada, haja vista que pautada nos critérios especificados no julgado exeqüendo. Posto isso, fixo o valor objeto da execução da sentença em R$ 68.327,66 (sessenta e oito mil, trezentos e vinte e sete reais e sessenta e seis centavos), sendo R$ 62.116,06 (sessenta e dois mil, cento e dezesseis reais e seis centavos) referentes ao principal, e R$ 6.211,60 (seis mil, duzentos e onze reais e sessenta centavos) referentes aos honorários advocatícios. Sem condenação em honorários advocatícios, face à sucumbência recíproca. Sem condenação ao pagamento das custas processuais, nos termos do art. 7º, da Lei nº 9.289/96. Traslade-se cópia desta sentença, dos cálculos apresentados às fls. 22/28 e da certidão do trânsito em julgado, quando houver, para o feito principal. P. R. I. Aracaju, 31 de março de 2008 Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal Sentença Tipo "B". Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. 1

   

0001072-91.1999.4.05.8500 MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO (Adv. ARLINDO VENANCIO DOS SANTOS) x UNIÃO FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA) x ASSOCIACAO ARACAJUANA DE BENEFICENCIA (Adv. SONIA MARIA SANTOS)

Manifestem-se os requerentes, em cinco dias, acerca da petição/documentos de fls. 215/216.

   

0001412-30.2002.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. SIDNEY SILVA DE ALMEIDA, GERALDO DE OLIVEIRA) x GERALDO JOAQUIM DE SOUZA (Adv. MARCIA MENEZES NASCIMENTO, DEMOSTENES RAMOS DE MELO)

Recebo a(s) apelação(ões), declarando-lhe(s) ínsitos os efeitos suspensivo e devolutivo. Intime(m)-se o(s) apelado(s) para apresentar(em) suas contra-razões, querendo, no prazo de quinze dias. Com ou sem resposta, certificando-se, remetam-se os autos ao Egrégio TRF da 5ª Região, com as cautelas de praxe. Intimem-se.

   

0001629-68.2005.4.05.8500 MANOEL FRANCISCO DOS SANTOS (Adv. GILSON LUIS SOUSA DE ARAUJO) x UNIÃO FEDERAL (Adv. SEM PROCURADOR)

Recebo a(s) apelação(ões), declarando-lhe(s) ínsitos os efeitos suspensivo e devolutivo. Intime(m)-se o(s) apelado(s) para apresentar(em) suas contra-razões, querendo, no prazo de quinze dias. Com ou sem resposta, certificando-se, remetam-se os autos ao Egrégio TRF da 5ª Região, com as cautelas de praxe. Intimem-se.

   

0001938-26.2004.4.05.8500 INACIO JOSE DE MENEZES PORTUGAL (Adv. GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO, BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS) x UNIÃO FEDERAL (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)

Recebo a(s) apelação(ões), declarando-lhe(s) ínsitos os efeitos suspensivo e devolutivo. Intime(m)-se o(s) apelado(s) para apresentar(em) suas contra-razões, querendo, no prazo de quinze dias. Com ou sem resposta, certificando-se, remetam-se os autos ao Egrégio TRF da 5ª Região, com as cautelas de praxe. Intimem-se.

   

0002289-62.2005.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS, ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA, VANIA MARIA PRADO N. SANTOS) x WALTER LUIZ DOS SANTOS (Adv. SEM ADVOGADO)

AÇÃO MONITÓRIA PROCESSO: 2005.85.00.002289-7 REQUERENTE: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF REQUERIDO: WALTER LUIZ DOS SANTOS ATO ORDINATÓRIO (PROVIMENTO N°. 02/2000 - CR - TRF - 5ª REGIÃO) Vista à CEF, acerca da certidão de fl. 25v. Aracaju, 06 de maio de 2008. Tereza Maria Moreira Analista Judiciário

   

0002823-31.1990.4.05.8500 JERSON MACENA ALBUQUERQUE E OUTROS (Adv. LUIZ EDUARDO A DE FREITAS BRITTO) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS, BIANCO SOUZA MORELLI)

DESPACHO DE FLS.215: "Em face da documentação acostada em fls. 213/214, dando conta da renúncia do Direito das autoras GERLANE DE SOUZA ALBUQUERQUE E TALITA CUMI DE SOUZA ALBUQUERQUE, em favor do autor JERSON MACENA DE ALBUQUERQUE, determino que seja expedido alvará de levantamento em favor do último autor, cujo valor devido deverá ser atualizado pela Contadoria do Juízo. Após, digam as partes se há algo mais a requerer. Intimem-se".

   

0003537-34.2003.4.05.8500 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (Adv. SILAS COUTINHO DE FARIAS ALVES) x IARA MENEZES DE MELO E OUTROS (Adv. ANDRE LUIZ QUEIROZ STURARO)

Recebo a apelação em seu efeito devolutivo. Intime-se o(a) apelado(a) para contra-arrazoar, querendo, no prazo legal. Transcorrido o prazo supra, com ou sem resposta, subam os autos ao Egrégio TRF da 5ª Região com as nossas homenagens.

   

0003923-93.2005.4.05.8500 REJANE HELENA RIBEIRO RODRIGUES (Adv. REGES COELHO CORREIA, RICARDO TAVARES DE MEDINA SANTOS, RENATA DE OLIVEIRA CARVALHO) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)

1. Defiro o pedido de perícia contábil de fl. 129 e nomeio como Perito do Juízo o(a) Dr(ª). Fábio José da Silva, inscrito no CRC/SE sob o nº 4.687, com endereço à Av. Franklin de Campos Sobral, 1623, Bloco B - Apt.404, Grageru, Tel.: 3232-2294, nesta capital, que deve ser intimado a cumprir o encargo independentemente do termo de compromisso. 2. Intime-se o Dr. Perito para se escusar ou apresentar proposta de honorários, no prazo de 05 (cinco) dias. 3. Intime(m)-se a(s) parte(s), para em 5 (cinco) dias, indicar o(s) assistente(s) técnico(s) e apresentar quesitos. 4. Intimem-se.

   

0004587-27.2005.4.05.8500 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS, ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA, VANIA MARIA PRADO N. SANTOS) x LILIANA CRUZ LEVENDAKOS (Adv. SEM ADVOGADO)

AÇÃO MONITÓRIA PROCESSO: 2005.85.00.004587-3 REQUERENTE: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF REQUERIDO: LILIANA CRUZ LEVENDAKOS ATO ORDINATÓRIO (PROVIMENTO N°. 02/2000 - CR - TRF - 5ª REGIÃO) Vista à CEF, acerca da certidão de fl. 50. Aracaju, 06 de maio de 2008. Tereza Maria Moreira Analista Judiciário

   

0005014-53.2007.4.05.8500 JUCUNDINO DE OLIVEIRA SANTOS (Adv. CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA) x UNIÃO FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE)

Ciência às partes da decisão do Egrégio Tribunal Regional Federal da 5ª Região, de fls. 71/75, para que se efetive a decisão do AGTR 85291/SE. Digam as partes se pretendem produzir provas em audiência, especificando-as, ou se o processo já pode ser julgado no estado em que se encontra. Intimem-se.

   

0006714-69.2004.4.05.8500 MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO (Adv. VINICIUS SILVA PRADO) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2004.85.00.006714-1 - Classe 1000 - 3ª Vara. Ação: Ordinária Partes: Autor: MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO Ré: Caixa Econômica Federal - CEF CONSUMIDOR. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ENVIO DE TALÕES DE CHEQUE, PELO CORREIO, SEM SOLICITAÇÃO PRÉVIA DO CLIENTE. EXTRAVIO DOS CHEQUES. UTILIZAÇÃO INDEVIDA POR ESTELIONATÁRIO. NEGATIVAÇÃO DO NOME NO SPC E NO CHECK CHECK. EXISTÊNCIA DO DANO.. PROCEDÊNCIA, PARCIAL, DO PEDIDO. SENTENÇA: MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO, devidamente qualificado na inicial, ajuíza a presente Ação de Indenização por Danos Morais em face da Caixa Econômica Federal - CEF, em razão do extravio de talão de cheques, enviado para sua residência anterior, sem prévia solicitação do mesmo, e dos constrangimentos sofridos ao ter seu nome incluído, por terceiros, no CHECK CHECK, bem como negativado perante o serviço de proteção ao crédito- SPC (fls. 02/14). Preliminarmente, foi requerido o benefício da assistência judiciária gratuita. Relata o autor, em suma, que, ao receber um telefonema do Sr. Roberto - gerente da Caixa Econômica Federal - o informando sobre a chegada de vários cheques, alguns ainda bloqueados, disse ao gerente mencionado, imediata e pessoalmente, que jamais havia recebido, nem sequer passado, nenhum destes cheques, posto que extraviados. Diante disto, pediu o autor, ao gerente, que fornecesse o protocolo de recebimento dos talões, o que foi negado, para tentar descobrir quem seria o terceiro a utilizar-se dos cheques e, consequentemente, facilitar o trabalho da polícia, haja vista queixa prestada pelo autor, conforme se verifica no Boletim de Ocorrência acostado na fl. 17 dos autos. Ademais, salienta o autor, ter sido mal atendido pelo gerente supramencionado, bem como afirma a desconfiança do mesmo de que alguns cheques poderiam ter sido assinados por alguém muito próximo ao autor, uma vez que as assinaturas eram bastante semelhantes a deste último. Além do mais, ressaltou o autor que, face aos cheques terem sido carimbados pela CEF com a alínea 22, que significa divergência de assinatura, restou insinuado que o autor passou, de fato, os cheques ou estaria, pelo menos, envolvido na falcatrua. Esclarece que os talões de cheque teriam sido enviados para o endereço que tinha há dois anos atrás e que já havia sido mudado na CEF. Tendo em vista os fatos alegados, afirmou o autor ter procurado o gerente geral da CEF- o Sr. Cláudio - o qual forneceu uma declaração informando que os talonários de cheques de seqüência 001301 a 001340, enviados pelo Correio ao autor, titular da conta 2405.001.1831-2, foram extraviados e, portanto, nem sequer desbloqueados pelo mesmo, consoante fl. 16 dos autos. Ressalta o autor a responsabilidade da CEF por todos os constrangimentos e demais danos sofridos, uma vez que, devido à irresponsabilidade da ré, dois talões de cheque em seu nome foram extraviados, além do que o seu nome está incluso no SPC e no CHECK CHECK. Salienta, ainda, que se sentiu muito envergonhado não só quando seu pedido de cartão de crédito foi negado pelo GBarbosa, bem como no dia em que não foi aceito seu cheque, no valor de R$ 30,00 (trinta reais), quando tentava pagar uma peça de seu automóvel. Por fim, destaca que foi bastante importunado, por várias empresas, a exemplo do Mistão e do Boticário, a fim de tentar resolver os débitos efetuados por terceiros que estão a utilizar-se dos cheques extraviados. Requer a condenação da ré pelos danos morais sofridos, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), além dos honorários advocatícios. Requer, ainda, os benefícios da Justiça Gratuita, bem como que a ré junte aos autos qualquer documento, assinado pelo autor, que demonstre a relação negocial entre as partes. Junta procuração e documentos de fls. 15/20. À fl. 21, deferi o pedido de benefício da justiça gratuita, determinado a citação da ré. Às fls. 27/30, ao apresentar a sua contestação, requer a CEF a total improcedência da ação, bem como sua ilegitimidade passiva, posto que não incluiu o nome do autor no SPC, mas sim terceiros. No mérito, aduz que as argumentações autorais são frágeis, uma vez que o recebimento de talonários de cheques em domicílio, devidamente bloqueados, cujo desbloqueio se faz unicamente pelo titular da conta, impossibilita qualquer prejuízo ao cliente. No mais, o envio de talonários de cheques, pelo Correio, a bons clientes, com movimentação bancária considerável, tem o único propósito de conceder-lhes maior comodidade, sem contar que o serviço em questão já faz parte da práxis bancária. Suscita a CEF, também, em sua contestação, que não só inexiste nexo de causalidade entre a atitude da ré e os danos alegados pelo autor, como também afirma que os documentos carreados na inicial não provam a ocorrência dos danos sofridos, muito menos a sua extensão. Por fim, impugna a ré o valor da causa, cabendo ao Judiciário arbitrar a condenação, posto que o contrário encorajaria o enriquecimento sem causa, de modo a agredir o princípio da razoabilidade jurídica e da justiça. Às fls. 31/66, junta procuração e demais documentos. Manifesta-se o autor, às fls. 70/73, acerca da contestação apresenta pela CEF, impugnando a preliminar de ilegitimidade passiva da ré, pois a mesma não prestou seus serviços com qualidade e presteza. No mérito, aduz que as argumentações da ré são frágeis, uma vez que a CEF, por se tratar de uma instituição bancária, deve tomar todas as cautelas ao prestar seus serviços, face o regramento destes pelo Código de Defesa do Consumidor - CDC. Impugna, ainda, a alegação da ré de inexistir comprovação do dano moral, posto que a farta documentação trazida pela própria CEF aos autos, bem como a negativação do nome do autor perante o SPC já ocasiona um dano à sua honra. No tocante ao valor da indenização constante na exordial, alega o autor sê-lo justo, visto que o dano moral exerce duas nítidas funções: de expiação (em relação ao culpado ou a quem causa a lesão) e de satisfação (em relação à vítima ou ofendido). Vieram-me os autos conclusos para prolação de sentença. É O RELATÓRIO. DECIDO. Pede o autor indenização por danos morais, em virtude do extravio, e consequente utilização indevida, por terceiros, de dois talões de cheques enviados pela CEF, mediante o Correio e sem prévia autorização do demandante, ao endereço errado, resultando na negativação de seu nome no Serviço de Proteção ao Crédito - SPC e no CHECK CHECK. Antes de adentrar na preliminar de ilegitimidade passiva ad causam alegada pela CEF em sua contestação (fl. 28), bem como no mérito, de modo a julgar se é cabível ou não responsabilizar civilmente a CEF pelos supostos danos morais causados ao autor, é imprescindível saber qual o entendimento majoritário da doutrina e jurisprudência pátria quanto à natureza jurídica da responsabilidade civil dos bancos. Aduz o jurista, professor e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro - Sérgio Cavalieri Filho - que a natureza da responsabilidade bancária deve ser analisada por seu duplo aspecto, in verbis: "(...) em relação aos clientes, a responsabilidade dos bancos é contratual; em relação a terceiros, a responsabilidade é extracontratual." (Programa de Responsabilidade Civil, 7ª ed., São Paulo: Atlas, 2007, p. 385). Logo, restando incontroverso que havia de fato uma relação contratual entre as partes, posto que ambas afirmaram ser o autor cliente da ré, conclui-se que a responsabilidade da CEF é contratual. É de bom alvitre ressaltar que, por ser contratual, a responsabilidade da CEF tem mais aspectos, quanto a sua natureza jurídica, a serem analisados. Indaga-se se é ou não regida pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90), ou, ainda, se é subjetiva ou objetiva. Carlos Roberto Gonçalves - jurista, professor e desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo - ao comentar a responsabilidade dos bancos em face do Código de Defesa do Consumidor - CDC, assim se posicionou: "(...) a responsabilidade dos bancos, como prestadoras de serviços, é objetiva. Dispõe, com efeito, o art. 14 do aludido diploma que o "fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre fruição e riscos". (...) O Código de Defesa do Consumidor incluiu expressamente as atividades bancárias, financeiras, de crédito e securitárias no conceito de serviço (art. 3º, § 2º)." (Direito civil brasileiro, volume IV; responsabilidade civil, 2ª ed., São Paulo: Saraiva, 2007, p.236.). Tal como a doutrina, a jurisprudência tem primado também pela aplicação do CDC nas relações jurídicas entre os bancos e seus clientes, como se vê deste aresto, do Superior Tribunal de Justiça, da lavra do Ministro Ruy Rosado de Aguiar Júnior, in verbis: "Os bancos como prestadores de serviços especialmente contemplados no art. 3º, § 2º, estão submetidos às disposições do Código de Defesa do Consumidor.(...)" (REsp 57.974-0-RS, 4ª T., rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar Júnior.) Esta orientação encontra-se hoje consolidada na Súmula 297 do STJ, do seguinte teor: "O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras". Idêntico é o entendimento do Supremo Tribunal Federal que, ao julgar a ADin 2.591, afirmou a submissão das instituições financeiras às regras do CDC. Diante do exposto, não resta a menor dúvida de que é a responsabilidade do banco réu - CEF, por ser contratual, no caso sub judice, objetiva e disciplinada pelo CDC. No caso dos autos, resta incontroverso que a CEF enviou dois talões de cheques, mediante o Correio e sem prévia solicitação ou autorização do demandante, ao endereço errado sem se certificar que havia o mesmo mudado de domicílio, e que embora bloqueados resultou o envio no extravio e na consequente utilização indevida dos referidos talões por outrem, bem como na negativação do nome do autor, por terceiros, no Serviço de Proteção ao Crédito e no CHECK CHECK, conforme comprovam os documentos juntados aos autos na fls. 16/20. É imprescindível, então, apreciar a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam alegada pela CEF em sua contestação (fl. 28), posto que prejudicial à análise do mérito que reside em saber se o envio de tais talões de cheque, sem a autorização prévia do demandante, ao anterior domicílio deste, isto é, ao endereço errado, foi devido ou não. Isto porque o autor afirma, categoricamente, que desta atitude da CEF resultou em extravio e utilização indevida de dois talões de cheque por outrem, bem como na negativação do nome do autor, por terceiros, no Serviço de Proteção ao Crédito e no CHECK CHECK. É curial ressaltar que a sistemática legal consumeirista, ao considerar o banco como fornecedor de serviços, nos termos do art. 3º, § 2º, classifica a responsabilidade bancária pelo fato do serviço, nos moldes do art. 14, in verbis: "O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre fruição e riscos". Depreende-se do dispositivo acima que fato do serviço é o acontecimento que causa dano material e/ou moral ao consumidor, decorrente de um defeito do serviço, ou seja, da violação, pelo fornecedor, do dever de segurança que é o de prestar serviços com a segurança legitimamente esperada ou esperável pelo consumidor. Em outros termos, está pacificado na doutrina e na jurisprudência que a interpretação de tal dispositivo deve ser feita à luz da Teoria do Risco do Empreendimento ou Empresarial, conforme dispõe o jurista Sérgio Cavalieri Filho em sua obra supracitada: "Pela teoria do risco do empreendimento, todo aquele que se disponha a exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais vícios ou defeitos dos bens e serviços fornecidos, independentemente de culpa. Este dever é imanente ao dever de obediência às normas técnicas e de segurança, bem como aos critérios de lealdade, quer perante os bens e serviços ofertados, quer perante os destinatários dessas ofertas. A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se alguém a realizar atividade de produzir, estocar, distribuir e comercializar produtos ou executar determinados serviços. O fornecedor passa a ser o garante dos produtos e serviços que oferece no mercado de consumo, respondendo pela qualidade e segurança dos mesmos. O consumidor não pode assumir os riscos das relações de consumo, não pode arcar sozinho com os prejuízos decorrentes dos acidentes de consumo, ou ficar sem indenização. (...)" (ob. cit., ps. 459/460). Tem se posicionado a doutrina e a jurisprudência, portanto, que os fatos geradores da responsabilidade do fornecedor (a CEF, no caso dos autos) são: a violação do dever de segurança e o conseqüente defeito do serviço, prestado numa relação de consumo, contratual ou não, que dá causa a danos de ordem material e/ou moral. Assim, entendo que é inegável a legitimidade da CEF para figurar no pólo passivo da demanda, posto que configurado o nexo causal entre o serviço prestado pelo banco réu e o dano moral sofrido pela vítima ao ter seus cheques extraviados, utilizados por estelionatário e, por fim, seu nome negativado no SPC e no CHECK CHECK por terceiros. Por conseguinte, embora não tenha inserido o nome do demandante no SPC, conforme consta e resta provado na fl. 28 dos autos, é indubitável que a CEF deu causa ao evento danoso, posto que ao prestar o serviço defeituoso, faltou com a garantia de segurança e lealdade. Tornou-se, então, impossível a incidência de quaisquer excludentes de responsabilidade do fornecedor, seja porque existente o liame causal, pressuposto da responsabilidade, seja porque fracassou a CEF na tentativa de provar a culpa exclusiva dos terceiros que negativaram o nome do autor no SPC e no CHECK CHECK. Não obstante o meu entendimento sobre a legitimidade passiva da CEF, estou convicto de que há, de fato, culpa concorrente entre o banco réu e os terceiros que negativaram o nome do autor no SPC, uma vez que estes foram negligentes ao se omitirem de conferir a assinatura daquele que passava os cheques, quer através da apresentação do cartão, quer por intermédio da carteira de identidade. Logo, por serem também fornecedores de produtos e/ou serviços, os terceiros violaram o dever de segurança e lealdade. Isto porque embora fosse, a priori, tarefa praticamente impossível, tal conferência transformou-se em um dever após a devolução dos cheques sob a forma da alínea 22, que significa divergência de assinatura. Não resta dúvida, então, de que o fato de a CEF devolver os cheques com base na divergência de assinatura, tendo em vista que o correto seria fundamentar a devolução com a justificativa de bloqueio dos cheques, prova o nexo causal entre a conduta da CEF e o dano moral sofrido pelo autor, bem como deixaria claro para os terceiros sobre a possibilidade de extravio dos cheques e utilização indevida destes por outrem. Os terceiros, todavia, não são partes no processo e não podem ser condenados à qualquer indenização. Aplica-se ao caso o disposto no art. 39, inciso III, do CDC: "Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (...) III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço." Observa-se que o envio dos talões de cheque sem a solicitação prévia do autor - cliente e consumidor - configura prática abusiva da instituição bancária equivalente ao fato do serviço. Isto porque na tentativa da CEF em proporcionar ao demandante maior comodidade, conforme dispõe a ré em sua contestação, na fl. 29 dos autos, embora tenha provado que não agiu com culpa, contribuiu na verdade para os danos morais sofridos pelo autor, na medida em que seus cheques foram extraviados, utilizados por estelionatário e, por fim, seu nome negativado no SPC e no CHECK CHECK por terceiros. Ademais, quanto à alegação da CEF, em sua contestação (fl. 29), de que faz parte da práxis bancária o fornecimento de serviços como o envio de cheques, cartões de crédito e extratos de conta corrente e de poupança, pelo Correio, estou convicto de que foi infeliz tal alegação, posto que as normas consumeiristas, por serem de proteção e defesa do consumidor, são de ordem pública e interesse social e, portanto, de observância obrigatória e aplicação necessária. Deste modo, estou convicto de que cometeu a CEF prática abusiva, em sua relação de consumo com o cliente demandante, uma vez que prestou um serviço com defeito e riscos para este, causando-lhe o fato do serviço ao faltar com a garantia de segurança legitimamente esperada ou esperável pelo consumidor. Logo, está proibida a CEF de afastar a incidência de quaisquer princípios e normas do Código de Defesa do Consumidor, neste caso o art. 39, inciso III. No tocante à alegação da CEF, em sua contestação (fl. 29), de que há total ausência de provas quanto aos supostos danos morais sofridos pelo autor, sigo o posicionamento majoritário na doutrina e na jurisprudência pátria, consoante aduz o eminente jurista Carlos Roberto Gonçalves em sua obra supracitada, in verbis: "O dano moral, salvo casos especiais, como o de inadimplemento contratual, por exemplo, em que se faz mister a prova da perturbação da esfera anímica do lesado, dispensa prova em concreto, pois se passa no interior da personalidade e existe in re ipsa. Trata-se de presunção absoluta. (...)" (ob. cit. p. 369). Dessume-se do exposto que o dano moral existe in re ipsa, ou seja, deriva do próprio ato ofensivo, de modo que basta provar a ofensa para que o dano moral reste demonstrado ipso facto, através das regras da experiência comum, isto é, mediante uma presunção hominis ou facti. Quanto à fixação e apuração do dano moral, o valor da reparação deve atender, simultaneamente, ao caráter compensatório, visando recompensar a dor, a angústia e o sofrimento suportados, sem, entretanto, produzir o enriquecimento sem causa, e à sua função penal, no escopo de, aplicando-se grave ônus econômico ao ofensor, desencorajar a repetição de atos dessa natureza no futuro. Quanto ao tema, a jurisprudência assim se posiciona: "No dano moral, o pretium doloris compensatório da dor sentimento - por sua própria incomensurabilidade, não pode ficar à liquidação por arbitramento, mas sim, a critério do Juiz, que fixará seu valor". (Ac. un. Da 1ª T Civ do TJDF, j. 18/11;93). A indenização, portanto, não será tão baixa nem tão elevada que se torne simbólica ou conduza ao enriquecimento indevido da vítima. Deve-se apurar o valor da indenização mediante cálculo de razoabilidade. Este é o entendimento do Tribunal Regional Federal da 5a Região: "Processual civil. Indenização por danos morais. Registro no SPC durante a negociação da dívida. Demora na retirada de nome incluído no SPC. Responsabilidade civil. Configurada. Obrigação de indenizar. 1. A Constituição Federal de 88 elenca como garantia individual o direito de ser indenizado quando sofrer por parte de alguém uma ação ou omissão que atinja seja moralmente seja materialmente o indivíduo. 2. Provada a existência de dano moral, em face da CEF ter efetuado o registro de seu correntista no SPC, em plena negociação da dívida, e ainda, não procedendo àquela, a retirada do registro após concluída a negociação, não há como afastar-se a pretendida indenização. 3. No que se refere ao quantum do valor fixado à título de indenização, de modo a que esta não leve a um enriquecimento sem causa, nem tampouco ao arbitramento de quantia irrisória, é de elevar-se o valor fixado na decisão singular de R$ 5.000,00, para R$ 11.110,53, valor este que corresponde o valor negativado no SPC. 3. Apelação da CEF improvida. 4. Apelação do particular provida". (TRF 5a Região. AC 282495. Rel. Des. Petrúcio Ferreira. DJ 27.01.2003, p. 633). POSTO ISSO, e ante os argumentos expendidos, julgo procedente, em parte, o pedido, para fins de condenar a CEF a indenizar o autor na quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), valor que considero razoável e proporcional à lesão moral sofrida. Condeno a ré ao pagamento de 50% (cinqüenta por cento) das custas processuais e de honorários advocatícios, que fixo, atendendo as diretrizes contidas no art. 20, § 3º, do Código de Processo Civil, em 5% (cinco por cento) sobre o valor da indenização, em face da sucumbência recíproca. P.R.I. Aracaju, 30 de abril de 2008 Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal Sentença Tipo "A". Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. 9

   

EMBARGOS A EXECUÇÃO

   

0002024-26.2006.4.05.8500 UNIÃO FEDERAL (Adv. JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN)) x ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA (Adv. TEREZINHA FRANCISCA OLIVEIRA)

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br Processo nº 2006.85.00.002024-8 - Classe 05005 - 3ª Vara Ação: Embargos à Execução Partes: Embargante: União Federal Embargado: ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ARGUIÇÃO DE EXCESSO DE EXECUÇÃO PELA EMBARGANTE. MANIFESTAÇÃO DO CONTADOR DO JUÍZO DIRIMINDO A CONTROVÉRSIA. ACATAMENTO DO VALOR INDICADO PELA EMBARGADA. IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS. SENTENÇA Vistos etc. A União Federal, qualificada na proemial, opõe EMBARGOS À EXECUÇÃO que lhe promove ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA, também qualificada nos autos, por não concordar com o valor objeto da execução por entender ser excessivo, bem como incompatível com o julgado exeqüendo e com o ordenamento processual civil pátrio. Pede a procedência dos embargos, para que seja fixado o valor de R$ 639,20 (seiscentos e trinta e nove reais e vinte centavos), conforme planilha de cálculo anexa, fls. 10/15. A embargada apresenta, às fls. 19/21, impugnando os embargos. Concorda, inicialmente, com o Embargante no que tange aos critérios a serem adotados e a data de início para cobrança dos juros moratórios. Salienta, entretanto, que os cálculos apresentados nos autos principais (fl. 137) estão em conformidade com a sentença exeqüenda, descaracterizando, assim, a hipótese de excesso de execução. Postula, portanto, a homologação da Planilha de Cálculo de fls. 137 dos autos principais. Remetidos os autos ao Contador do Juízo, este certifica, à fl. 24, a correção dos cálculos de fl. 137 dos autos principais, apresentados pela embargada, vez que conforme com o Manual de cálculos da Justiça Federal. Instados a se manifestarem acerca das conclusões do Contador Judicial, a embargada permanece silente, ao passo que a União (Fazenda Nacional) discorda, postulando o julgamento antecipado da lide, posto que o caso sub judice se trata, apenas, de matéria de direito, consoante fl. 26. Vieram-me os autos conclusos para sentença. É O RELATÓRIO. ASSIM, DECIDO. Exsurge dos autos, como demonstrado pelo Contador do Juízo, que assiste razão à embargada. Após rigorosa apuração efetivada pelo Contador Judicial, este concluiu que o valor da dívida a executar é aquele apurado pela exeqüente/embargada na Planilha de Cálculos de fl. 137 dos autos principais. Posto isso, fixo o valor objeto da execução da sentença em R$ 770,75 (setecentos e setenta reais e setenta e cinco centavos), sendo R$ 700,68 (setecentos reais e sessenta e oito centavos) referentes ao principal, e R$ 70,07 (setenta reais e sete centavos) referentes aos honorários advocatícios. Condeno a embargante ao pagamento da verba honorária advocatícia, que arbitro em 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do § 4º, do art. 20, do Código de Processo Civil. Sem condenação ao pagamento das custas processuais, nos termos do art. 7º, da Lei nº 9.289/96. Traslade-se cópia desta sentença, dos cálculos apresentados à fl. 137 dos autos principais e da certidão do trânsito em julgado, quando houver, para o feito principal. Publique-se. Registre-se. Intimem-se Aracaju, 01 de abril de 2008. Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal Sentença Tipo "B" Classificação de acordo com a Resolução nº. 535, de 18/12/06, do CJF. 1

   

AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO)

   

0002192-91.2007.4.05.8500 ROSALVO GERMANO GOIS E OUTRO (Adv. JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)

Após, digam as partes se pretendem produzir provas em audiência, especificando-as, ou se o processo já pode ser julgado no estado em que se encontra.

   

0002239-65.2007.4.05.8500 IBÉRIA GUIMARÃES FIGUEIREDO LIMA E OUTROS (Adv. JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO) x CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)

Após, digam as partes se pretendem produzir provas em audiência, especificando-as, ou se o processo já pode ser julgado no estado em que se encontra.

   

EXECUÇÃO DE SENTENÇA

   

0001748-54.1990.4.05.8500 ANDRELINA JANUARIA NOGUEIRA E OUTRO (Adv. RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. CARLOS ALBERTO RODRIGUES, MARCELO HORA PASSOS)

Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisitório nº 2008.85.00.003.00072, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolução nº 559/2007, do Conselho da Justiça Federal. Aracaju, 04 de junho de 2008.

   

0003388-72.2002.4.05.8500 MILTON CESAR SANTOS (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)

Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisitório nº 2008.85.00.003.00074, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolução nº 559/2007, do Conselho da Justiça Federal. Aracaju, 05 de junho de 2008.

   

0004147-70.2001.4.05.8500 MARIA IRACI MATIAS ROCHA (Adv. EDES SOARES DE OLIVEIRA, JOSE VIVALDO DE MENEZES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)

Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisitório nº 2008.85.00.003.000070, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolução nº 559/2007, do Conselho da Justiça Federal. Aracaju, 28 de maio de 2008.

   

0004150-25.2001.4.05.8500 ARTUR GOIS LOBO (Adv. ANNA PAULA SOUSA DA FONSECA SANTANA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. CARLOS ALBERTO RODRIGUES)

Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisitório nº 2008.85.00.003.00076, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolução nº 559/2007, do Conselho da Justiça Federal. Aracaju, 05 de junho de 2008.

   

0004609-27.2001.4.05.8500 JOAO GUILHERME CARVALHO (Adv. JOSE JEFERSON C. MACHADO, JOAO GUILHERME CARVALHO) x FAZENDA NACIONAL (Adv. JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN))

Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisitório nº 2008.85.00.003.00079, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolução nº 559/2007, do Conselho da Justiça Federal. Aracaju, 05 de junho de 2008.

   

EXECUÇÃO CONTRA FAZENDA PÚBLICA

   

0001767-64.2007.4.05.8500 CLARICE NASCIMENTO DOS SANTOS (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INSS)

Após, digam as partes se pretendem produzir provas em audiência, especificando-as, ou se o processo já pode ser julgado no estado em que se encontra.

   

 

TOTAL DE DECISAO: 5

TOTAL DE SENTENCA: 20

TOTAL DE ATO ORDINATORIO: 11

TOTAL DE INFORMACAO DE SECRETARIA: 3

TOTAL DE DESPACHO: 21

 

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